A OpenAI anunciou, esta terça-feira (29), uma nova solução para quem pretende utilizar o ChatGPT como assistente nas actividades do dia-a-dia. Trata-se dos Dots, agentes integrados na plataforma que podem continuar a trabalhar em segundo plano, acompanhar projectos e realizar tarefas sem depender de solicitações constantes do utilizador.
A novidade surge como concorrente de soluções como o Meta Muse e começou a ser disponibilizada aos subscritores dos planos ChatGPT Pro, Business Premium e Enterprise.
Como funcionam os Dots?
Para executar tarefas em aplicações e na Internet, os agentes funcionam num computador virtual próprio alojado na nuvem. Segundo a OpenAI, os Dots utilizam as informações já disponíveis na memória do ChatGPT, permitindo manter dados sobre projectos e tarefas recorrentes sem que o utilizador tenha de os repetir frequentemente.
A empresa designa esta capacidade como “pesquisa proactiva”. Ao contrário de agentes apresentados anteriormente pela OpenAI, os Dots podem verificar informações relacionadas com os objectivos definidos pelo utilizador sem esperar por uma nova solicitação.
Entre as tarefas que podem assumir estão:
- Consultar compromissos, acompanhar pendências e enviar lembretes;
- Monitorizar canais, como o Slack, para identificar problemas e iniciar diagnósticos;
- Escrever e testar código e transformar projectos em aplicações funcionais;
- Identificar tarefas pendentes, preparar documentos e executar acções após aprovação do utilizador.
Os utilizadores também podem enviar pedidos por mensagem de texto. A funcionalidade aproxima-se de assistentes de calendário, mas com capacidade para executar determinadas acções em nome do utilizador, como efectuar pedidos em estabelecimentos. Ainda assim, os agentes não podem realizar operações consideradas de risco, como alterar palavras-passe.
A novidade surge como concorrente de soluções como o Meta Muse e começou a ser disponibilizada aos subscritores dos planos ChatGPT Pro, Business Premium e Enterprise
O utilizador mantém controlo sobre as acções
A OpenAI destaca a necessidade de aprovação do utilizador antes da execução de determinadas tarefas. Num dos exemplos apresentados pela empresa, o agente solicita autorização várias vezes antes de avançar com alterações destinadas a corrigir um problema que identificou.
Os utilizadores podem igualmente definir diferentes níveis de permissão. O agente pode actuar sem solicitar autorização, executar apenas tarefas previamente aprovadas ou pedir confirmação antes de cada acção.
Em qualquer dos casos, as actividades realizadas pelos agentes ficam visíveis para o utilizador, que pode acompanhar o processo e intervir quando necessário.
Para clientes empresariais, a OpenAI apresentou ainda os Dots Especialistas, agentes com identidade e credenciais próprias para utilização em sistemas corporativos. A solução poderá ser integrada com o Microsoft Agent 365. Segundo a empresa, os dados das contas empresariais não serão utilizados para treinar os seus modelos.
Como criar um Dot?
A criação de um Dot deve ser feita através de um computador, pela aplicação ou pela versão web do ChatGPT. Depois de configurado, o agente pode também ser utilizado através do telemóvel.
Durante a configuração, o utilizador escolhe um nome para o agente, liga as aplicações que pretende utilizar e define as regras de funcionamento.
A partir daí, pode atribuir projectos e tarefas, acompanhar a execução do trabalho e interagir com o Dot através dos diferentes canais disponíveis.
Embora as tarefas iniciadas pelo agente não sejam contabilizadas nos limites de utilização normais do ChatGPT, as operações realizadas através do Codex ou do ChatGPT Work continuam a consumir as respectivas quotas de utilização.


























































