Agricultores nacionais preparam-se para aumentar a produção e transformação da mandioca, tendo em vista a abertura de um novo mercado de exportação na China, onde o grupo empresarial Long Ran pretende absorver parte da produção nacional, informou a Agência de Informação de Moçambique (AIM).
A iniciativa resulta de um memorando de entendimento assinado na quarta-feira, 30 de Setembro, em Maputo, entre a Câmara de Comércio de Moçambique e o grupo chinês, que prevê envolver produtores, desenvolver a cadeia de valor da mandioca e criar condições para o processamento e comercialização do produto.
Uma representante do Long Ran, citada pela AIM, disse que a meta inicial é exportar um milhão de caixas de mandioca, sem indicar o prazo para alcançar este volume. A empresária defendeu ainda que o produto pode ter aplicações para além do consumo alimentar, nomeadamente na indústria e na alimentação animal.
“Eu quero que a mandioca seja a massa do mundo inteiro”, afirmou a representante.
Mercado pode impulsionar produção
Segundo a responsável, o grupo pretende disponibilizar aos produtores moçambicanos conhecimentos e tecnologias adquiridos através da experiência da sua família no sector agrícola.
O grupo identificou igualmente variedades de mandioca com características consideradas adequadas à produção em larga escala, apontando a província de Gaza e outras regiões do País como áreas com potencial para desenvolver uma cadeia orientada para a exportação.
O presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Lucas Chachine, considera que a existência de um mercado externo poderá incentivar os pequenos produtores a aumentar as áreas de cultivo, passando de uma produção essencialmente destinada ao autoconsumo para uma actividade geradora de rendimento.
“Os produtores vão saber que o limite não é só o consumo directo, mas passam a ter um mercado onde podem criar renda”, explicou Lucas Chachine.
O entendimento prevê ainda aproximar os investidores dos produtores, facilitar o investimento e promover a transferência de conhecimento e tecnologia. A expectativa é estimular a produção local, apoiar as micro, pequenas e médias empresas e contribuir para a redução das importações.



























































