Associações de agências de viagens angolanas questionaram nesta quinta-feira (1), as razões do seu afastamento da venda de bilhetes de passagem aérea na rota Cabinda-Luanda-Cabinda e exigem soluções para a situação.
A posição da Associação das Agências de Viagens de Angola (AAVA), da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA) e da Associação Angolana dos Agentes de Viagens (AAAV), que representam cerca de 450 agências, surge na sequência da decisão da TAAG – Linhas Aéreas de Angola de assumir em exclusivo a venda de bilhetes para a rota de Cabinda.
Desde 15 de Setembro, as agências deixaram de poder comercializar bilhetes para este destino, numa medida destinada a combater a intermediação e a especulação de preços.
Segundo as três associações, antes da entrada em vigor da decisão foram convocadas pela TAAG “para as ouvir sobre o caminho a seguir”, mas as propostas apresentadas não foram acolhidas.
“Propusemos identificar e sancionar individualmente os infractores e criar uma comissão técnica conjunta para acompanhar a situação. O objectivo era claro: agir sobre quem prevarica, sem penalizar quem cumpre”, referiram.
As associações afirmam ter levado as suas preocupações ao Presidente da República, João Lourenço, aos ministros dos Transportes e do Turismo e à administração da TAAG, aos quais solicitaram a reapreciação da medida antes da sua entrada em vigor, “reiterando as propostas e alertando para os efeitos na mobilidade das pessoas, nas empresas e no emprego”.
“Compreendemos e partilhamos a intenção de combater a especulação”, afirmaram, contestando, contudo, que a medida seja aplicada indistintamente a todas as agências, sem diferenciar as empresas que terão praticado irregularidades das que cumprem as regras.
“Ao não distinguir, acaba por lançar suspeitas sobre empresas que sempre trabalharam com seriedade, rigor e transparência, e que cumprem escrupulosamente as suas obrigações fiscais”, reclamaram.
Em declarações à imprensa, a presidente da AAVA, Renata Opa, afirmou que a actual situação limita a capacidade das agências para responder aos pedidos dos clientes. Segundo explicou, as alternativas passam por recorrer a uma loja da TAAG ou ao call center, canais que, afirmou, “nem sempre funcionam”, ou adquirir os bilhetes fora de Angola.
Neste último caso, Renata Opa alegou que os passageiros podem ter de pagar “um preço cem vezes maior” para conseguirem viajar.
“A preocupação sobre a medida chegou a ser manifestada ao Presidente da República de Angola, João Lourenço, aos ministros dos Transportes e do Turismo e à administração das Linhas Aéreas de Angola aos quais pediram a reapreciação da decisão antes da sua entrada em vigor”
“Para Cabinda não é um luxo viajar-se de avião, é uma necessidade, e nós, enquanto bilheteiros ou fazedores desta possibilidade de transportação, somos vetados sem causa aparente, não conseguimos perceber o porquê”, questionou.
“Arranjem-nos soluções, não só para os bilhetes emitidos como todos aqueles bilhetes que já foram emitidos e precisam de revalidações ou de alterações e que neste momento não tem acesso porque a própria companhia se veta a fazê-lo, porque os bilhetes não foram emitidos pela companhia”, acrescentou.
A província de Cabinda, no norte de Angola, não tem ligação terrestre directa ao restante território angolano.



























































