Os países que dependem da importação de combustíveis, sobretudo os que não têm acesso ao mar, continuam a registar os preços mais elevados do continente africano. Em contrapartida, nos grandes produtores de petróleo, como Angola, o litro de gasolina custa apenas uma fracção desse valor.
O Maláui manteve-se, em Setembro, como o país africano onde a gasolina foi mais cara, segundo dados da plataforma GlobalPetrolPrices compilados pela Statista. A 14 de Setembro, os consumidores malauianos pagavam, em média, 3,24 dólares por litro. O Ruanda surge na segunda posição, com a gasolina de 95 octanas a rondar os 2 dólares por litro.
A liderança do Maláui não é recente. Em Janeiro, o país já ocupava o primeiro lugar da lista, com o litro de gasolina a custar cerca de 2,86 dólares. No início do ano, a entidade reguladora do sector energético aumentou os preços da gasolina e do gasóleo em mais de 40%, numa das maiores subidas dos últimos anos.
A condição de país sem acesso directo ao mar contribui para elevar os custos de transporte e importação de combustíveis. Ao mesmo tempo, as dificuldades no acesso a moeda estrangeira têm pressionado a capacidade de importação e contribuído para os desequilíbrios no abastecimento.
Segundo os dados mais recentes da GlobalPetrolPrices disponíveis para consulta, os dez países africanos com os preços mais elevados da gasolina, em dólares por litro, são os seguintes:

No extremo oposto, a Líbia continua a registar o preço mais baixo da gasolina em África, seguida de Angola e da Argélia, de acordo com dados de 21 de Setembro. Em Angola, o litro custava cerca de 0,20 dólares, enquanto na Líbia o preço rondava os 0,02 dólares, um dos mais baixos do mundo.
Segundo a GlobalPetrolPrices, os países mais pobres e os grandes exportadores de petróleo tendem a praticar preços mais baixos, sendo que as diferenças entre os mercados nacionais resultam, sobretudo, da aplicação de impostos e subsídios aos combustíveis.
A pressão sobre os preços agravou-se este ano devido à guerra envolvendo o Irão e à crise no Estreito de Ormuz, que afectaram a oferta mundial e contribuíram para o encarecimento da gasolina e do gasóleo. Esta conjuntura tem evidenciado a vulnerabilidade das economias africanas fortemente dependentes da importação de combustíveis.
Fonte: Mercado



























































