A empresa norte-americana de tecnologia e soluções para o sector de petróleo, gás e energia, SLB OneSubsea, foi contratada pela ExxonMobil para fornecer sistemas submarinos ao megaprojecto de gás Rovuma LNG e pretende instalar uma base regional de serviços em Moçambique, com perspectivas de formação e emprego locais.
Numa informação aos investidores, a empresa refere ter recebido um contrato da ExxonMobil, que opera o projecto, para fornecer sistemas submarinos de produção à primeira fase do Rovuma LNG, no âmbito do desenvolvimento da Área 4 da bacia do Rovuma, no norte do País.
O contrato inclui o fornecimento de árvores de produção submarina, colectores e sistemas de controlo, bem como serviços de engenharia, aquisição, fabrico e apoio à instalação, destinados ao desenvolvimento da produção de gás natural em águas profundas.
Segundo o presidente executivo da SLB OneSubsea, Mads Hjelmeland, o contrato representa uma oportunidade para a empresa contribuir para o desenvolvimento do sector do gás natural liquefeito (GNL) em Moçambique.
A empresa anunciou igualmente a intenção de estabelecer uma base de serviços no País para apoiar operadores em toda a região. A infra-estrutura deverá criar oportunidades de formação e emprego para trabalhadores locais e contribuir para o desenvolvimento das cadeias de abastecimento regionais.
A SLB OneSubsea é especializada em sistemas submarinos para a indústria petrolífera e integra uma joint venture detida pela norte-americana SLB, pela norueguesa Aker Solutions e pela britânica Subsea7. A SLB detém uma participação de 70%, a Aker Solutions de 20% e a Subsea7 de 10%. A empresa conta com cerca de 10 mil trabalhadores a nível global.
A adjudicação constitui mais um passo nos preparativos para a decisão final de investimento (FID) do Rovuma LNG, que os parceiros continuam a apontar para este ano.
Ainda este mês, a ExxonMobil, também em nome do consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV), anunciou a selecção de duas empresas moçambicanas para serviços de apoio logístico ao projecto. A CFML Logistics, participada dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, apoiará as operações da base logística do Terminal de Granéis de Pemba, enquanto a Alistair Group Mozambique prestará serviços associados à campanha de perfuração da Área 4 e às operações offshore.
Na mesma ocasião, a operadora anunciou cartas de intenção com a italiana Saipem e a belga Jan De Nul para serviços de engenharia, aprovisionamento e apoio técnico ligados à infra-estrutura submarina do projecto.
Estas adjudicações sucederam-se ao anúncio, em Agosto, de contratos de pré-investimento avaliados em cerca de 947 milhões de euros para a aquisição e fabrico de equipamentos considerados críticos para o desenvolvimento do Rovuma LNG, incluindo sistemas de produção submarina, válvulas de grande diâmetro e gasodutos offshore.
Também em Agosto, a grega Corinth Pipeworks foi contratada para fornecer cerca de 250 quilómetros de tubagens destinadas à rede submarina de transporte de gás do projecto, num contrato avaliado entre 172 e 215 milhões de euros.
A ExxonMobil estima que o projecto deverá gerar cerca de 5,2 mil milhões de euros em actividade económica em Moçambique e criar oportunidades para aproximadamente 7500 trabalhadores moçambicanos durante a fase de construção
Segundo informações anteriormente divulgadas pela ExxonMobil, a fase inicial de desenvolvimento prevê 18 poços produtores e a respectiva infra-estrutura submarina de recolha e transporte de gás natural.
O Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, operadora da Área 4, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a China National Petroleum Corporation (CNPC), a Eni, a Korea Gas Corporation (KOGAS) e a XRG. O projecto está avaliado em cerca de 17 mil milhões de euros, sendo um dos maiores empreendimentos de gás natural em África.
A ExxonMobil estima que o projecto deverá gerar cerca de 5,2 mil milhões de euros em actividade económica em Moçambique e criar oportunidades para aproximadamente 7500 trabalhadores moçambicanos durante a fase de construção.
Em Novembro de 2025, a ExxonMobil levantou a declaração de força maior que mantinha o projecto suspenso desde os ataques armados de 2021 em Cabo Delgado. Desde então, a empresa tem acelerado a contratação de fornecedores e os preparativos para a decisão final de investimento.
Fonte: Lusa



























































