O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o turismo em Moçambique atingiu, em 2025, novos máximos de procura e emprego, com 2,13 milhões de hóspedes e 5,57 milhões de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros do País, escreveu a Lusa.
O número de hóspedes aumentou em cerca de 278 mil face a 2024, impulsionado sobretudo pelo turismo interno. Os hóspedes nacionais passaram de 1,10 milhão para 1,28 milhão, um crescimento de 16,7%.
A procura por parte dos turistas estrangeiros também aumentou, embora a um ritmo mais moderado. O número de hóspedes deste segmento passou de 757 mil para 852 mil, uma subida de 12,5%, representando um aumento acumulado de 716 mil face a 2021.
O crescimento do número de hóspedes reflectiu-se igualmente nas dormidas. Os turistas nacionais geraram 3,04 milhões em 2025, mais 22% do que em 2024 e mais do dobro das 1,25 milhão registadas em 2021. Entre os estrangeiros, as dormidas aumentaram 10,9%, para 2,53 milhões.
Este aumento da procura teve maior expressão na província de Maputo, que se destacou como o principal destino turístico do País. A província recebeu 616 mil hóspedes em 2025, contra 491 mil no ano anterior, representando quase 29% do total nacional. As dormidas atingiram 2,18 milhões.
A liderança da província de Maputo também se verificou nas dormidas, que representaram 39% do total registado nos estabelecimentos turísticos nacionais. Inhambane manteve a segunda posição, com 242 mil hóspedes e 1,60 milhão de dormidas.
A província destacou-se igualmente entre os turistas estrangeiros, tendo recebido 144 mil hóspedes deste segmento e registado 1,13 milhão de dormidas, os valores mais elevados entre todas as províncias. Já a cidade de Maputo contabilizou 419 mil hóspedes e 454 mil dormidas.
A recuperação da actividade turística não se limitou aos principais destinos. Em Sofala, o número de hóspedes passou de 92 mil para 134 mil, enquanto no Niassa aumentou de 60 mil para 85 mil. Em Cabo Delgado, subiu de 45 mil para 61 mil.
O aumento da actividade turística teve também impacto no emprego, com o número de trabalhadores ao serviço dos estabelecimentos hoteleiros a crescer 13,7%, de 80 mil em 2024 para 91 mil em 2025. A cidade de Maputo concentrava 30 mil trabalhadores, seguida da província de Maputo, com 22 mil.
Apesar do crescimento do número de hóspedes, das dormidas e do emprego, o peso económico directo do turismo diminuiu ligeiramente. O INE estima que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) directo do sector aumentou de 52,4 mil milhões para 53,8 mil milhões de meticais, enquanto a contribuição directa para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 3,61% para 3,57%.



























































