O ouro está a valorizar ligeiramente nesta quarta-feira (30), beneficiando da descida dos preços do crude, que aliviam os receios dos investidores quanto a uma subida persistente da inflação, decorrente dos preços da energia.
Após ter subido 1,6% na véspera, o ouro avança 0,35% nesta quarta-feira, para 4195,69 dólares por onça, encaminhando-se para uma queda de 5,4% no conjunto do mês. A prata recua 0,22%, para 61,3 dólares por onça, acumulando uma desvalorização de 7,5% em Setembro.
A limitar ganhos mais expressivos está a manutenção dos juros da dívida dos Estados Unidos da América (EUA) em níveis elevados, num contexto em que os custos da energia permanecem altos e podem levar a novos aumentos das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed). Um cenário deste tipo tende a pressionar o ouro, um activo que não gera juros.
A divulgação, nesta quarta-feira, dos dados das despesas de consumo pessoal (PCE) dos EUA, o indicador de inflação preferido da Fed, bem como do relatório sobre a criação de emprego, previsto para sexta-feira, são os próximos indicadores económicos a acompanhar de perto pelos investidores, que procuram pistas sobre a trajectória das taxas de juro.
Os responsáveis da Fed alertaram que ainda poderá ser necessária uma política monetária mais restritiva, mesmo depois de o banco central ter aumentado as taxas de juro em meados do mês. Esta foi, aliás, a primeira subida desde 2023.
O presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, John Williams, afirmou esta terça-feira que um novo aumento “no final deste ano” poderá ser adequado. Na sequência das declarações, os investidores reduziram de 70% para cerca de 50% a probabilidade de uma subida na próxima reunião, prevista para o final de Outubro.


























































