O volume bruto de mercadoria ou gross merchandise volume (GMV) corresponde a uma métrica utilizada sobretudo em negócios digitais e que representa o valor total bruto das vendas realizadas durante determinado período.
Ao contrário de outros indicadores, este não desconta taxas, devoluções, descontos ou cancelamentos. Por isso, permite ter uma visão global do volume de transacções realizadas por uma empresa.
Para as pequenas e médias empresas (PME), acompanhar o GMV pode ajudar a perceber a evolução das vendas, avaliar o impacto de campanhas, lançamentos e períodos sazonais e identificar oportunidades ou eventuais problemas nas operações.
Como calcular o volume bruto de mercadoria?
O cálculo é simples: multiplica-se o preço de cada produto pelo número de unidades vendidas e, posteriormente, somam-se os valores de todos os produtos comercializados.
Imagine uma PME que, durante um mês, vendeu 150 camisetas a 400 meticais cada e 50 bonés a 300 meticais cada.
150 camisetas × 400 meticais = 60 000 meticais
50 bonés × 300 meticais = 15 000 meticais
GMV total = 75 000 meticais
Neste caso, o volume bruto de mercadoria transaccionado pela empresa foi de 75 mil meticais.
Para que serve o volume bruto de mercadoria?
O GMV permite acompanhar a evolução do volume de vendas e identificar tendências de crescimento ou redução. Pode também ajudar a perceber o impacto de campanhas promocionais, lançamentos de produtos e períodos de maior ou menor procura.
O indicador pode ainda ser utilizado para detectar eventuais limitações operacionais. Por exemplo, um aumento da procura sem capacidade suficiente de stock pode afectar o volume de vendas.
Para obter uma análise mais completa, o GMV deve ser cruzado com outros indicadores, como ticket médio, receita líquida e margem de lucro.
Se o GMV aumentar ao mesmo tempo que o ticket médio, por exemplo, isso pode indicar que, além de realizar mais transacções, a empresa está a vender produtos de maior valor.
Fonte: Serasa Experian



























































