O serviço da dívida pública externa de Moçambique caiu 82,1% no segundo trimestre de 2026, para 139,21 milhões de dólares, contra 776,47 milhões de dólares registados no primeiro trimestre do ano, segundo o Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública, divulgado pelo Ministério das Finanças.
Do total desembolsado entre Abril e Junho, 115,75 milhões de dólares corresponderam à amortização de capital, enquanto 23,46 milhões foram destinados ao pagamento de juros. Face ao trimestre anterior, o serviço da dívida diminuiu 637,26 milhões de dólares.
De acordo com o documento, a redução reflecte a reprogramação de alguns pagamentos e o efeito de uma operação extraordinária registada no primeiro trimestre, relacionada com o adiantamento efectuado pelo Banco de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Entre Janeiro e Março, o serviço da dívida externa tinha atingido 776,47 milhões de dólares, dos quais 728,83 milhões foram destinados à amortização de capital e 47,64 milhões ao pagamento de juros. No segundo trimestre, os pagamentos foram distribuídos entre credores multilaterais e bilaterais.
Os credores multilaterais receberam 73,39 milhões de dólares, incluindo 56,51 milhões em amortizações e 16,88 milhões em juros. Aos credores bilaterais foram pagos 65,82 milhões, dos quais 59,24 milhões corresponderam a amortizações e 6,59 milhões a juros.
Apesar da redução do serviço, o stock da dívida externa do Governo manteve a trajectória descendente, fixando-se em 8,8 mil milhões de dólares no final de Junho, menos 67,02 milhões, ou 0,8%, face ao primeiro trimestre.
Os credores multilaterais concentravam 52,2% da dívida externa, equivalente a 4,5 mil milhões de dólares, enquanto os bilaterais representavam 37,7%. A obrigação soberana MOZAM 2032 mantinha-se em 897,07 milhões de dólares, correspondentes a 10,1% do total.
Entre os credores multilaterais, a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) destacava-se com 3,26 mil milhões de dólares, equivalentes a 35,2% da dívida externa. Entre os credores bilaterais, a China liderava, com 1,94 mil milhões de dólares, seguida pelo Japão, com 395,12 milhões, e Portugal, com 384,06 milhões.
No mesmo trimestre, o País recebeu 50,02 milhões de dólares em desembolsos de créditos externos. Deste montante, 40,64 milhões, ou 81,3%, tiveram origem na IDA. Os restantes 9,38 milhões foram provenientes de credores bilaterais, com destaque para a Índia, Itália e Japão.



























































