O petróleo começa a semana a subir depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado o plano proposto pelo Irão para reabrir o Estreito de Ormuz. A rota marítima crucial para o abastecimento global mantém o seu tráfego condicionado.
O Brent, referência europeia, avança 2,48% para 106,80 dólares por barril. Mas a subida já chegou a ser mais expressiva durante a negociação, tendo já valorizado 3,48% para os 107,95 dólares. Já o West Intermediate Texas (WTI), referência norte-americana, negoceia a 93,97 dólares por barril, registando, assim, uma subida de 1,56%.
Segundo a Axios, o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) diz que as condições apresentadas por Teerão teriam sido aceitáveis para os EUA há cerca de um ano, mas que o Irão perdeu a oportunidade. Espera-se que as negociações retomem no decorrer desta semana.
“As perspectivas para os esforços diplomáticos tornaram-se mais incertas, o que contribuiu para os ganhos do petróleo”, afirmou Takahiro Asaoka, economista sénior do Itochu Research Institute Inc, à Bloomberg. “Havia alguma expectativa de um acordo antes das eleições intercalares nos EUA, em Novembro, mas talvez isso já não seja provável,” acrescentou.
Na semana passada verificou-se uma oscilação dos preços do crude, seguindo sinais contraditórios sobre as negociações, a recuperação de fluxos provenientes do Médio Oriente e a incerteza face às medidas a serem seguidas pelos Estados Unidos para travar os preços do gasóleo – Trump deixou claro que a Casa Branca está a ponderar impor restrições às exportações do combustível.
Desde o início do ano, o Brent regista uma subida já acima dos 70%, com o conflito que condiciona Ormuz a alargar-se para o seu oitavo mês. Neste momento a economia americana apresenta sérios desafios relativos aos preços da energia, principal sector atingido por pressões inflacionárias.



























































