Os países africanos registam progressos consistentes nos direitos políticos e na liberdade de imprensa, reflectindo uma maior abertura democrática. Contudo, a fragilidade do Estado de Direito e do controlo da corrupção continua a limitar o desempenho global da governação em grande parte do continente.
Governação é um termo técnico frequentemente associado às políticas públicas e utilizado em debates políticos e institucionais. Mas, retirando a linguagem técnica, a questão pode ser colocada de forma mais simples: é possível confiar nas instituições? Os jornalistas podem trabalhar livremente? As leis são efectivamente aplicadas? E os cidadãos têm uma escolha política real?
É precisamente este tipo de questões que o World Economics Governance Index 2026 procura avaliar.
Em vez de analisar apenas as eleições ou o Produto Interno Bruto (PIB), o índice considera diferentes dimensões relacionadas com o funcionamento das instituições, incluindo os níveis de corrupção, o Estado de direito, a liberdade de imprensa e os direitos políticos. A metodologia do índice inclui ainda uma dimensão de governação económica. Cada país recebe uma pontuação de 0 a 100, sendo que valores mais elevados correspondem a um melhor desempenho no conjunto dos indicadores avaliados.
Eis os dez países africanos com as pontuações mais elevadas no índice de governação de 2026.
1 – Cabo Verde
Cabo Verde ocupa a 29.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 74,0, liderando a classificação africana. O país apresenta pontuações elevadas nos direitos políticos (95,2) e na liberdade de imprensa (77,6). O Estado de direito regista 58,8 pontos, enquanto o indicador de controlo da corrupção se situa em 64,5.
2 – Maurícias
As Maurícias ocupam a 37.ª posição a nível mundial, com 68,4 pontos. O país apresenta uma pontuação de 90,5 nos direitos políticos e de 69,5 no Estado de direito, o valor mais elevado entre os países africanos incluídos nesta lista. A liberdade de imprensa obtém 67,7 pontos, enquanto o controlo da corrupção regista 46,1.
3 – Namíbia
A Namíbia ocupa a 42.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 65,0. O país apresenta resultados elevados na liberdade de imprensa (78,1) e nos direitos políticos (78,6), enquanto o Estado de direito regista 60,0 pontos. O indicador de controlo da corrupção situa-se em 43,4.
4 – África do Sul
A África do Sul ocupa a 45.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 62,3. A liberdade de imprensa obtém 78,6 pontos e os direitos políticos 83,3. Já o Estado de direito regista 50,6 pontos e o indicador de controlo da corrupção 36,8.
5 – Botsuana
O Botsuana ocupa a 49.ª posição a nível mundial, com 61,1 pontos. O país regista 59,2 pontos no indicador de controlo da corrupção e 58,6 no Estado de direito. A liberdade de imprensa obtém 55,3 pontos, enquanto os direitos políticos registam 71,4.
6 – Gana
O Gana ocupa a 52.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 60,2. Os direitos políticos registam 88,1 pontos e a liberdade de imprensa 67,5. Já o Estado de direito obtém 45,7 pontos e o indicador de controlo da corrupção 39,5.
7 – Senegal
O Senegal ocupa a 63.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 54,0. Os direitos políticos registam 73,8 pontos e a liberdade de imprensa 57,6. O Estado de direito obtém 41,1 pontos, enquanto o indicador de controlo da corrupção se situa em 43,4.
8 – Maláui
O Maláui ocupa a 71.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 50,7. Os direitos políticos registam 74,8 pontos e a liberdade de imprensa 57,3. O Estado de direito obtém 44,2 pontos, enquanto o indicador de controlo da corrupção se situa em 27,6.
9 – Serra Leoa
A Serra Leoa ocupa a 73.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 48,0. Os direitos políticos registam 71,4 pontos e a liberdade de imprensa 66,5. Já o Estado de direito obtém 26,4 pontos e o indicador de controlo da corrupção 27,6.
10 – Gâmbia
A Gâmbia ocupa a 74.ª posição a nível mundial, com uma pontuação de 47,6. A liberdade de imprensa regista 65,4 pontos e os direitos políticos 54,8. O Estado de direito obtém 38,5 pontos, enquanto o indicador de controlo da corrupção se situa em 31,6.
Fonte: Business Insider Africa



























































