As exportações de castanha de caju bruta renderam 82,9 milhões de dólares no primeiro semestre do ano, mantendo-se como principal produto agrícola de exportação no País, apesar de uma quebra de 17,7% face ao mesmo período de 2025.
De acordo com dados de execução do primeiro semestre do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Moçambique exportou produtos agrícolas no valor de 108,5 milhões de dólares, mais 5% do que os 103,2 milhões de dólares registados no mesmo período de 2025.
A castanha de caju bruta representou a maior parcela das receitas das exportações agrícolas, com 82,9 milhões de dólares, embora o valor tenha recuado face aos 100,7 milhões de dólares registados no primeiro semestre de 2025.
Em volume, as exportações recuaram ligeiramente, de 74 664 toneladas nos primeiros seis meses de 2025 para 73 391 toneladas no mesmo período deste ano. O Vietname e a Índia mantiveram-se como principais destinos, seguidos da África do Sul.
A macadâmia foi o segundo principal produto agrícola exportado, com receitas de 19 milhões de dólares, tendo o Vietname e a China como principais mercados.
As exportações de gergelim renderam 16,8 milhões de dólares, sobretudo com destino à China, enquanto a soja gerou 4,6 milhões de dólares.
A fibra de algodão registou uma das maiores subidas, quase duplicando o valor exportado, de 2,5 milhões para 4,2 milhões de dólares, com o Bangladesh, o Dubai e a Suíça entre os principais destinos.
Em Agosto, o Governo aprovou um novo regulamento para a cadeia de valor do caju, através da regulamentação da Lei do Caju de 2023, revogando o regime em vigor desde 2018. O diploma estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, processamento, exportação e importação.
Segundo o Executivo, a revisão pretende responder aos desafios actuais e reforçar a competitividade do sector. “A proposta de regulamento mostra-se pertinente e crucial para o reforço da competitividade da cadeia de valor do caju em toda a sua amplitude e do País no mercado global do caju”, afirmou o Governo.
Em 1973, Moçambique produzia cerca de 210 mil toneladas de caju processado e ocupava o segundo lugar mundial, atrás da Índia.
A estratégia inclui ainda o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025-34, avaliado em 374 milhões de dólares, que prevê aumentar a produção anual de 158 mil para 689 mil toneladas até 2034.
O programa estabelece também a meta de elevar o número de produtores assistidos de cerca de 230 mil para mais de 600 mil e aumentar a capacidade de processamento de 40 mil para mais de 482 mil toneladas, além de aprofundar a digitalização do sector.
Na campanha 2024-25, a comercialização de castanha de caju atingiu cerca de 195 400 toneladas, aproximando-se de níveis históricos. Em 1973, Moçambique produzia cerca de 210 mil toneladas de caju processado e ocupava o segundo lugar mundial, atrás da Índia, antes de a produção cair para 15 mil a 20 mil toneladas anuais após a independência.



























































