O sector da saúde na província de Manica, centro do País, dispõe de medicamentos suficientes para disponibilizar à população até Dezembro próximo, segundo o gestor do Armazém Intermédio de Medicamentos, em Chimoio, Bonifácio Mulausse, noticiou a Agência de Informação de Moçambique.
Trata-se de fármacos doados pelo Banco Mundial e de material médico-cirúrgico disponibilizado por outros parceiros que apoiam o sector da saúde naquela província.
Bonifácio Mulausse falava nesta quinta-feira (24), tendo apelado à população para reforçar a vigilância e denunciar funcionários envolvidos no roubo ou desvio de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS).
“A província recebeu quantidade de medicamentos suficiente para os próximos três meses. Teremos fármacos até Dezembro, por isso, queremos apelar à população para se manter vigilante e denunciar os funcionários que estejam envolvidos em roubo ou desvio de medicamentos”, disse.
Sem avançar a quantidade recebida, Mulausse apelou igualmente à denúncia de funcionários que aconselham pacientes a adquirir medicamentos em farmácias privadas ou noutras fontes, apesar de estes estarem disponíveis nas unidades sanitárias públicas.
“Os medicamentos existem nas nossas unidades sanitárias. Por isso, o funcionário não pode dizer ao paciente para adquirir medicamentos no sector privado ou noutras fontes. Desencorajamos esse tipo de atitude, porque não abona o sector. Não se pode dizer ao doente para ir comprar medicamentos em instituições privadas, enquanto estes existem nas farmácias públicas”, afirmou.
Mulausse assegurou que todas as unidades sanitárias do sector público naquela província dispõem de medicamentos suficientes para os próximos três meses, depois de a região ter registado rupturas de stock nos últimos meses.
“O País recebeu uma doação de medicamentos proveniente do Banco Mundial. A província de Manica recebeu parte desses medicamentos, que são suficientes até Dezembro. Reconhecemos que, nos últimos meses, tivemos ruptura de stock, mas, neste momento, está tudo restabelecido”, acrescentou.
O responsável apelou ainda aos profissionais de saúde para fazerem um uso racional dos fármacos e do material médico-cirúrgico, alertando para a possibilidade de alguns funcionários tentarem desviar recursos destinados às unidades sanitárias.
“Não compactuamos com esse comportamento, porque não faz sentido que, depois de abastecermos as unidades sanitárias, apareçam alguns profissionais de saúde a dizer que não temos medicamentos. Será uma falsa alegação. Esses casos devem ser imediatamente denunciados”, sublinhou.


























































