O secretário de Estado adjunto e do Trabalho português, Adriano Moreira, realiza uma visita a Angola entre quarta e sexta-feira, com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países, anunciou nesta quarta-feira (22) o embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias.
O diplomata falava na cerimónia de abertura do Seminário de Lançamento do novo Projecto ACTION/Portugal, iniciativa que visa reforçar a cooperação em matéria de protecção social nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.
O diplomata português afirmou que Portugal pretende continuar a aprofundar a cooperação bilateral com Angola nas áreas da protecção social, emprego, formação profissional e condições de trabalho.
Segundo Nuno Mathias, o Protocolo de Cooperação entre os ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social de Angola, para 2024-27, abrange o emprego e a formação profissional, as relações laborais, a segurança social e o apoio técnico à mobilidade de trabalhadores.
O embaixador destacou ainda a recente colocação de um adido para o Trabalho e o Emprego junto da Embaixada de Portugal e do Consulado-Geral em Luanda. Portugal é também financiador do projecto, que conta com dez anos de execução, e presta assistência técnica através de instituições nacionais.
Nuno Mathias considerou que o lançamento do novo ACTION/Portugal confirma que a cooperação entre Portugal, Angola, os restantes PALOP e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) continua a produzir resultados concretos e a responder a desafios comuns.
Na mesma cerimónia, o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social angolano, Pedro Filipe, afirmou que o seminário serviu para recolher contributos e definir prioridades e linhas estratégicas para a próxima fase do projecto.
Pedro Filipe destacou que, desde 2015, o ACTION/Portugal constitui uma parceria entre a OIT, o Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho e o Governo português, contribuindo para o reforço dos sistemas de protecção social nos PALOP e Timor-Leste.
Em Angola, acrescentou, a cooperação permitiu apoiar o diálogo sobre a extensão da protecção social aos trabalhadores da economia informal e melhorar as estatísticas do sector, através da criação de mecanismos interinstitucionais e da elaboração dos Boletins de Estatística da Protecção Social, reforçando a disponibilidade de dados para uma tomada de decisões baseada em evidências.
Fonte: Lusa



























































