O preço do ouro está a ser negociado com quedas nesta quarta-feira (22), à medida que o preço do petróleo se mantém abaixo dos 100 dólares, tanto no Brent como no WTI, e depois da China ter protagonizado a maior compra de sempre do metal precioso.
Pequim gastou um valor recorde de 158 800 milhões de dólares na importação de ouro nos primeiros oito meses do ano, numa altura em que investidores e banco central procuram diversificar activos.
Neste âmbito, a onça de ouro está a valer menos 0,85% nos mercados, sendo negociada em 4327,42 dólares.
Vários responsáveis da Reserva Federa (Fed) têm manifestado preocupações quanto às perspectivas de inflação desde que o banco central votou, por unanimidade, na semana passada, a primeira subida de juros em três anos. O presidente da Fed de Richmond, Tom Barkin, alertou na terça-feira que os choques inflacionistas poderão demorar a dissipar-se e que existe o risco de as pressões elevadas se tornarem persistentes. O responsável não chegou a indicar se será necessário um novo ciclo de aperto monetário.
A presidente da Reserva Federal de Boston, Susan Collins, escreveu numa publicação no LinkedIn citada pela Bloomberg que uma taxa dos fundos federais algo mais restrictiva ajudará a garantir que a inflação regresse de forma duradoura à meta, tendo em conta que o mercado de trabalho está “numa base mais sólida”.
Os investidores acompanham também um renovado foco nos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irão. O Presidente Donald Trump afirmou que responsáveis norte-americanos tiveram uma reunião “muito boa” com enviados iranianos em Nova Iorque, reavivando esperanças frágeis de uma nova via diplomática, depois de ter ameaçado, anteriormente, aniquilar o país.


























































