A Nissan lançou o SUV Tekton na África do Sul, numa estratégia que prevê a introdução de vários modelos para reforçar a presença da marca no maior mercado automóvel de África, depois de ter encerrado a produção local e adoptado um modelo de negócio centrado na importação.
O lançamento do Tekton marca o início de uma nova fase da Nissan no mercado sul-africano, após a venda da fábrica de Pretória à fabricante chinesa Chery, realizada este ano. A operação levantou dúvidas sobre o futuro da marca no país, onde a Nissan manteve durante décadas actividade de produção automóvel.
Segundo Jordi Vila, presidente da Nissan África, o encerramento da produção local foi uma decisão necessária no âmbito da reestruturação global da empresa. A fabricante japonesa está a reduzir custos através do encerramento de unidades industriais, da redução de postos de trabalho e da simplificação da sua gama de veículos.
“Infelizmente, tivemos de parar a actividade de produção na África do Sul. Estamos a maximizar a capacidade noutras fábricas, o que nos torna mais competitivos”, afirmou Vila durante a apresentação do novo modelo.
Fabricado na Índia, o Tekton chega à África do Sul como um dos primeiros mercados internacionais a receber o modelo depois da sua estreia global naquele país asiático. O SUV tem um preço inicial de 339 999 rands (cerca de 20 940 dólares).
De acordo com a Reuters, a Nissan pretende utilizar o novo modelo para recuperar a ligação com os consumidores sul-africanos e reforçar a competitividade da marca num mercado onde os fabricantes chineses aumentam a sua presença. “Foi concebido para competir, para continuar relevante e, acima de tudo, para permitir que os sul-africanos voltem a apaixonar-se pela marca que faz parte das suas vidas”, afirmou Vila.
Além do Tekton, a Nissan introduziu este ano o novo SUV X-Trail no mercado sul-africano. A fabricante prevê ainda lançar uma versão actualizada da pick-up Navara e a oitava geração do SUV Patrol durante o actual ano financeiro. Os outros modelos deverão chegar ao mercado a partir do próximo ano.
Apesar do fim da produção automóvel no país, a Nissan afirma que continua comprometida com o mercado sul-africano e pretende reforçar a sua presença através de uma estratégia baseada na importação de novos modelos.

































































