O estudo de impacto ambiental do primeiro parque eólico offshore proposto na África do Sul está suspenso, enquanto os promotores aguardam a incorporação de novas informações técnicas no projecto, segundo a consultora responsável pela avaliação ambiental, Acer (Africa) Environmental Consultants.
O projecto Gagasi, com uma capacidade prevista de 800 megawatts (MW), está localizado ao largo de Richards Bay, na costa leste do país, e foi lançado em 2022 pela GenesisHexicon, uma joint venture entre a sueca Hexicon e a sul-africana Genesis Eco-Energy Developments.
A empresa contratada para realizar a avaliação ambiental confirmou que o pedido de autorização ambiental foi retirado no ano passado e afirmou desconhecer, até ao momento, o estado actual do projecto.
Segundo o director-geral da Acer, Dieter Heinsohn, o pedido foi retirado para permitir a reformulação do projecto, que passou de uma solução baseada em turbinas eólicas flutuantes para uma configuração com turbinas fixadas ao fundo do mar. De acordo com o responsável, a alteração deve-se a razões técnicas e não ambientais.
A Hexicon não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters, enquanto a Genesis Eco-Energy Developments informou que deverá apresentar uma actualização sobre o projecto no próximo mês.
A reformulação ocorre numa altura em que o Banco Mundial aponta para um elevado potencial de desenvolvimento da energia eólica offshore na África do Sul. Um estudo divulgado esta semana estima que o país poderá desenvolver cerca de 95 gigawatts de capacidade eólica offshore em determinadas zonas costeiras, sobretudo através de tecnologias flutuantes.
De acordo com o Banco Mundial, o desenvolvimento de grandes projectos de energia eólica offshore poderá gerar cerca de 6,7 mil milhões de dólares em salários na economia sul-africana até 2050 e contribuir para a redução das emissões provenientes das centrais eléctricas alimentadas a carvão.
A instituição estima ainda que, nos próximos 25 anos, a expansão da energia eólica offshore poderá permitir uma redução de cerca de 530 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) nas emissões do sector de produção de electricidade da África do Sul.
Fonte: Reuters
























































