O governador de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu que o desenvolvimento associado à exploração de recursos minerais deve traduzir-se em benefícios concretos para as comunidades que vivem nas zonas de extracção, para além das receitas de exportação, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o governante, citado pela AIM, para as famílias que vivem junto de grandes projectos mineiros, desenvolvimento significa ter emprego, melhores serviços e estradas, oportunidades de negócio e acesso a formação para os jovens.
“Desenvolvimento, para as comunidades hospedeiras dos recursos naturais, é sentir na própria vida que a riqueza extraída da sua terra também trouxe benefícios para a sua casa”, afirmou Eduardo Abdula, durante um debate sobre governação e agregação de valor aos minerais estratégicos para a industrialização e o desenvolvimento inclusivo de Moçambique, realizado na cidade de Nampula.
Agregação de valor deve beneficiar economia nacional
O governador defendeu, por isso, uma maior aposta na agregação de valor aos recursos minerais, de modo a reduzir a dependência da exportação de matérias-primas sem transformação local.
“Durante muitos anos, habituámo-nos a retirar o recurso, colocá-lo no comboio ou no navio e exportá-lo. Temos de fazer mais: podemos transformar mais do que transformamos hoje, comprar mais às empresas nacionais, formar mais moçambicanos e ter mais técnicos nossos envolvidos nas operações”, disse.
Para Eduardo Abdula, a industrialização associada aos recursos minerais deve criar ligações com empresas nacionais, gerar emprego e ampliar as oportunidades de qualificação, de modo a aumentar os benefícios económicos da exploração dos recursos para as comunidades e para o País.


























































