O Corredor do Lobito registou, em Julho, o melhor desempenho mensal desde o início da operação da Lobito Atlantic Railway (LAR), com 27 mil toneladas de carga internacional movimentadas, noticiou, nesta quarta-feira, 17 de Setembro, a Lusa.
A LAR, responsável pela exploração, modernização e manutenção da ligação ferroviária entre o Porto do Lobito e Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), prevê movimentar cerca de 400 mil toneladas de carga internacional ao longo deste ano.
Segundo a empresa, a previsão enquadra-se no programa de investimentos em curso para a reabilitação da linha e das infra-estruturas, bem como para a aquisição de bens de capital e material circulante.
Do total previsto para este ano, aproximadamente metade deverá corresponder ao transporte de cobre e cobalto da RDC para o Porto do Lobito. O restante será constituído por mercadorias movimentadas no sentido inverso.
A LAR, que também assegura a operação do Terminal Mineiro do Porto do Lobito, afirma estar a investir na aquisição de novos vagões e contentores, na reabilitação da linha e no reforço da coordenação operacional entre Angola e a RDC.
Para o CEO da empresa, Nicholas Fournier, os resultados reflectem os avanços alcançados na recuperação da infra-estrutura e na melhoria da coordenação entre os dois países.
“Estamos a adquirir novos vagões e contentores, a reabilitar a linha e a assegurar que a coordenação entre Angola e a República Democrática do Congo funciona cada vez melhor”, disse, acrescentando: “O nosso objectivo é disponibilizar soluções logísticas seguras e fiáveis, que permitam às empresas planear e movimentar as suas cargas com previsibilidade.”
Ferrovia quer reforçar papel na economia
Além do transporte internacional, a LAR assegura o movimento de carga doméstica, contribuindo para o abastecimento das províncias do interior e para a ligação entre centros de produção e de consumo.
A empresa considera que a ferrovia pode assumir um papel crescente no desenvolvimento das actividades económicas ao longo do corredor, nomeadamente nos sectores da mineração, agricultura, comércio e energia.
No sector energético, a LAR identifica oportunidades para ampliar o transporte ferroviário de combustíveis, gás e outros produtos estratégicos.
Segundo a empresa, esta utilização da ferrovia poderá complementar as infra-estruturas logísticas existentes e contribuir para uma distribuição mais regular de produtos pelas diferentes regiões de Angola.



























































