O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, suspendeu temporariamente os seus compromissos públicos por motivos de saúde, seguindo a recomendação da sua equipa médica, informou nesta quarta-feira, 16 de Setembro, o seu gabinete.
Ramaphosa, de 73 anos, regressou à África do Sul na segunda-feira, depois de participar na cimeira dos líderes do BRICS, realizada na Índia. Segundo a Presidência, os médicos recomendaram que o chefe de Estado descansasse e recuperasse.
O gabinete presidencial não indicou durante quanto tempo Ramaphosa ficará afastado dos compromissos públicos. Entretanto, o Presidente pediu aos ministros do seu Governo que o representem, sempre que possível, nos eventos oficiais já agendados.
O vice-presidente sul-africano, Paul Mashatile, também se encontra em período de repouso por recomendação dos seus médicos, depois de ter sido submetido a um procedimento médico.
Na ausência de Ramaphosa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ronald Lamola, vai liderar a delegação sul-africana à Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo a South African Broadcasting Corporation.
A participação de Lamola na Assembleia Geral ocorre num momento de renovadas tensões diplomáticas entre Pretória e Washington.
Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram recentemente restrições de vistos para alguns cidadãos sul-africanos, alegando envolvimento em políticas de discriminação racial. A decisão foi contestada pelo Governo sul-africano, que acusa Washington de deturpar as suas políticas internas.
A Administração do Presidente norte-americano Donald Trump tem também afirmado que a minoria branca africâner na África do Sul é alvo de perseguição. Pretória rejeita essas alegações e afirma não existir evidência de discriminação sistemática contra cidadãos brancos.
O Governo sul-africano defende ainda o direito de implementar políticas destinadas a enfrentar as consequências de séculos de desigualdade e injustiça racial no país.
Fonte: Reuters

























































