O ouro está a avançar à medida que os juros das obrigações americanas cedem terreno na sequência da primeira subida de juros por parte da Reserva Federal (Fed) desde 2023. O metal precioso está a negociar nos 4325 dólares por onça, registando um aumento de 1,44%, e afastando-se do limiar dos 4250 dólares. A prata, por sua vez, avança 1,37% para os 64,1 dólares por onça.
A yield das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA) está a recuar depois de ter atingido máximos desde 2024, na sequência da decisão unânime da Fed de subir os juros em 25 pontos-base. O ouro sente um alívio na pressão já que, por norma, perde valor quando a rendibilidade dos juros da dívida está mais elevada – porque o metal amarelo não rende juros.
As taxas “estão a corrigir do exagero” da sessão anterior, afirmou Christopher Wong, estrategista do Oversea-Chinese Banking Corp., à Bloomberg. Isso, por sua vez, ajuda a sustentar o ouro, ainda que “rendimentos elevados e um dólar mais forte possam continuar a limitar o ouro no curto prazo,” acrescentou.
Atendendo à pressão inflacionária causada pelo aumento dos preços da energia, a subida dos juros pela Fed tem sido muito antecipada pelos mercados e, por consequência, já havia sido, em boa parte, materializada nos valores de negociação.
A projecção mediana do banco central para as taxas de juro no final de 2026 é de 4,1% – acima dos 3,8% anteriormente projectados, indicando também um apoio a novas subidas. Kevin Warsh, presidente da Fed, aproveitou a conferência de imprensa pós-decisão para reafirmar a ameaça apresentada pela inflação, afirmando que existem demasiadas categorias de produtos e serviços com ganhos de preços anualizados acima de 3%, tanto numa base de seis como de 12 meses.























































