As expectativas de inflação na África do Sul estabilizaram no terceiro trimestre, depois de uma forte subida nos três meses anteriores, provocada pelo choque nos preços do petróleo associado à guerra entre Israel e Irão, informou, nesta quarta-feira, 16 de Setembro, a Reuters.
O resultado consta de um inquérito trimestral encomendado pelo Banco de Reserva da África do Sul (SARB), cujos dados são utilizados pela instituição para avaliar o nível adequado das taxas de juro.
A média das previsões de analistas, empresários e representantes sindicais aponta para uma inflação de 4,4% este ano, mantendo-se inalterada face ao inquérito realizado no segundo trimestre.
Para 2027, a previsão média recuou de 4,2% para 4,0%, enquanto a estimativa para 2028 passou de 3,9% para 3,8%. Estas projecções são relevantes para a política monetária, uma vez que o banco central estima que as alterações das taxas de juro demorem entre 12 e 24 meses a produzir efeitos sobre a economia.
A inflação homóloga situou-se em 4,3% em Julho, último mês para o qual estão disponíveis dados sobre a evolução dos preços.
O Banco de Reserva da África do Sul mantém como objectivo uma inflação de 3%, com uma margem de tolerância de um ponto percentual para cima ou para baixo.
Em Julho, o banco central surpreendeu investidores e economistas ao manter inalterada a sua principal taxa de juro, depois de ter realizado, em Maio, a primeira subida em três anos.
A decisão ocorreu num contexto de atenção aos riscos inflacionistas, incluindo os efeitos da evolução dos preços internacionais do petróleo e das condições externas.
A próxima decisão sobre as taxas de juro está prevista para 23 de Setembro.


























































