Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram novas restrições de vistos dirigidas a determinados cidadãos estrangeiros ligados à África do Sul, numa nova escalada das tensões entre Washington e Pretória. A medida foi anunciada nesta terça-feira, 15 de Setembro, pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Segundo Rubio, a política será aplicada a estrangeiros que os EUA considerem responsáveis ou cúmplices da aprovação ou implementação de leis ou políticas que permitam a apropriação de terras sem compensação, a discriminação racial ou a incitação à violência iminente contra grupos étnicos ou raciais minoritários na África do Sul.
“O Governo sul-africano não abordou adequadamente as preocupações previamente apresentadas”, disse Rubio.
A decisão surge num contexto de divergências entre a Administração de Donald Trump e o Governo sul-africano sobre a reforma agrária, as políticas relacionadas com as desigualdades raciais e o processo apresentado pela África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.
O Governo sul-africano rejeita as alegações de perseguição ou discriminação sistemática contra pessoas brancas. O Presidente Cyril Ramaphosa tem defendido a soberania do país e apelado ao combate a informações que considera falsas sobre a situação da população branca.
A declaração de Rubio não identifica pessoas específicas que serão alvo das restrições.
A nova política soma-se a outras medidas adoptadas pela Administração Trump desde 2025, incluindo o corte de ajuda à África do Sul, a oferta de refúgio a membros da minoria branca africânder e a expulsão do embaixador sul-africano em Washington.
As relações entre os dois países têm sido marcadas por divergências sobre a reforma agrária e a política externa de Pretória, incluindo a acção apresentada contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.
Três décadas após o fim do apartheid, a questão racial continua a ocupar um lugar central no debate político sul-africano, enquanto o Governo procura responder às desigualdades históricas e preservar a coesão social.
Fonte: Reuters
























































