As principais praças da região da Ásia e do Pacífico terminaram a sessão desta quarta-feira, 16 de Setembro, em alta, impulsionadas por uma recuperação no sector tecnológico e por uma estabilização dos preços do petróleo e dos juros das dívidas soberanas.
A atenção dos investidores vira-se também para a reunião da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos da América (EUA), que nesta quarta-feira divulgará a sua decisão sobre política monetária, com os mercados a anteciparem uma subida das taxas de juro directoras na maior economia do mundo.
“Tendo em conta o grau de aperto monetário que já está reflectido nos preços e a aversão do novo presidente da Fed, Kevin Warsh, à ‘orientação futura’, acreditamos que poderá ser difícil para a Fed assumir uma posição mais restritiva do que aquela que o mercado já está a incorporar”, sublinha Peter Dragicevich, da área de estratégia cambial da Corpay Inc. “É provável que haja um aumento da volatilidade após o anúncio da Fed e vemos riscos de o dólar enfraquecer depois do evento”.
Neste contexto, o sul-coreano Kospi avançou 1,4% na sessão, impulsionado pelas valorizações da Samsung (2%) e da SK Hynix (4%). No Japão, o Topix valorizou 0,6%, com destaque para a Hitachi, que saltou 2,9%, enquanto o Nikkei 225 subiu 0,7%. Em Taiwan, o TAIEX avançou 0,7%, também impulsionado pelo sector tecnológico, com a MediaTek a valorizar 2,3% e a AmTRAN Technology a disparar 10%.
“Há uma calma inquietante nos mercados asiáticos que esconde os riscos que se acumulam para o resto da semana. Os investidores continuam convencidos de que a rendibilidade das dívidas soberanas e os preços do petróleo vão manter-se elevados, mas que as acções vão evitar uma derrocada, independentemente das decisões da Fed, do Banco de Inglaterra e do Banco do Japão”, analisou, por seu lado, Mark Cranfield, da MLive Strategist, citado pela Bloomberg.
Ainda em negociação, o Hang Seng de Hong Kong sobe 0,13% e o Shanghai Composite avança 0,67%.
Nos mercados asiáticos, destaque ainda para a queda acentuada da gigante chinesa de baterias CATL nas duas últimas sessões. Nesta quarta-feira, as acções cederam mais 5,5% durante a negociação, elevando a queda acumulada em dois dias para 10%.
“O sentimento no sector das baterias está fraco, devido ao agravamento da concorrência e a uma possível mudança de estratégia dos fabricantes de veículos eléctricos em relação às baterias”, analisou Kelvin Lau, presidente-executivo da Daiwa Capital Markets, que sublinha que existe alguma especulação em torno da queda das acções da CATL.



























































