A madeira ganha voz, guarda memórias e conta histórias de um povo. É este o convite de “ULANDA: A Estética do Viver Makonde”, exposição de escultura dos mestres Miguel Valingue e Lamizosi Mudunguo, patente desde 11 de Setembro, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.
Com curadoria de Otilja Aquino, a mostra reúne obras de diferentes momentos do percurso dos dois escultores, num itinerário pelas formas, símbolos e valores da identidade Makonde. Segundo um comunicado de imprensa do BCI, parceiro da iniciativa, ULANDA convida a descobrir o que nela vive: a história, a espiritualidade, a memória e a beleza de um saber transmitido entre gerações.
O administrador do banco, Raúl Almeida, destacou a mestria dos artistas e a importância da preservação e valorização de uma das mais marcantes expressões culturais de Moçambique. Para Almeida, associar o banco a uma exposição desta natureza traduz um compromisso que acompanha a própria história da instituição: reconhecer na cultura um espaço de afirmação da identidade, de transmissão da memória e de criação de valor.
O administrador realçou igualmente a parceria entre o BCI e o Camões – Centro Cultural Português, uma relação que ganha nova dinâmica e reforça o intercâmbio entre as duas instituições, juntando esforços, espaços e públicos em torno da promoção das artes, da literatura e dos seus criadores. A parceria prevê, entre outras vertentes, a presença do banco em iniciativas culturais promovidas pelo Camões e a realização de actividades conjuntas nos espaços do BCI.
Presente no evento, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou o valor e o simbolismo da arte, bem como a sua capacidade de aproximar povos e culturas.
No ano em que celebra 30 anos, o BCI encontra nesta exposição também um reflexo do caminho que tem vindo a percorrer. Ao longo de três décadas, o banco tem apoiado as artes, a literatura, os escritores e os artistas, abrindo espaços e associando-se a iniciativas que contribuem para valorizar a criação e preservar a memória cultural moçambicana.
A mostra estará patente no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, até 10 de Outubro.



























































