Os investidores ainda estão a digerir as fortes quedas registadas no sector tecnológico na segunda-feira (14), devido aos receios de um travão no segmento da Inteligência Artificial (IA), e já há um novo catalisador a pressionar. Os juros da dívida soberana dos Estados Unidos da América (EUA) a dez anos estão a negociar em máximos de 2007 nesta terça-feira, depois de na segunda-feira terem passado a barreira simbólica dos 5%. Esta terça-feira, as Treasuries no prazo de referência tocaram nos 5,02%.
“Há muitos factores subjacentes que fazem com que, para já, uma venda generalizada de obrigações seja o caminho de menor resistência”, sublinhou Zach Griffiths, responsável da área de estratégia de obrigações da CreditSights. O analista antecipa que a taxa das Treasuries a dez anos pode mesmo subir para perto de 5,5%.
Além da subida dos juros das dívidas soberanas, o petróleo continua a negociar na casa dos 107 dólares por barril, colocando pressão nos preços da energia e deixando antever uma inflação mais alta por mais tempo.
Neste contexto, as principais praças da região da Ásia e do Pacífico registaram uma sessão negativa. O sul-coreano Kospi fechou a sessão a cair 0,9%. Já o japonês Topix encerrou a sessão a cair 0,5%, com o índice a ser pressionado pela queda do Sumitomo Mitsui Financial Group (-2,7%). O também nipónico Nikkei 225 deslizou 0,01%.
O taiwanês TAIEX caiu 0,8%, com a produtora de chips MediaTek a deslizar 2,9% nesta sessão e sinalizando que os receios relacionados com a IA ainda não foram totalmente dissipados. Com a negociação ainda a decorrer, o Hang Seng de Hong Kong recuava 0,77% e o Shanghai Composite também cedia 0,49%.
A atenção dos investidores vira-se também na reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA, devendo trazer um aumento das taxas de juro directoras na maior economia do mundo.



























































