O ouro continua a descer com o aumento das interrupções ao abastecimento de petróleo a reforçar as expectativas de subida de juros por parte da Reserva Federal (Fed) já esta semana.
Nesta manhã, o ouro negoceia nos 4 278 dólares por onça, registando uma queda de 0,5%, depois de, na sessão de segunda-feira (14), ter recuado 1%. A prata, por sua vez, cai 0,68%, para 62,8 dólares por onça.
Os preços mais elevados da energia têm impulsionado a inflação e colocado pressão sobre a Fed para efectuar a primeira subida da taxa directora em três anos. Com o banco central a reunir-se nos próximos dias, os investidores atribuem uma probabilidade de 92% a uma subida da taxa esta semana. Taxas de juro mais elevadas tendem a penalizar o ouro, que não gera juros.
Com a alternativa ao Estreito de Ormuz ainda suspensa e sem data prevista para a retoma das operações, o preço do petróleo continua a subir, enquanto o abastecimento diário de milhões de barris permanece em risco. A yield das obrigações do Tesouro norte-americano a dez anos ultrapassou os 5%, atingindo o nível mais elevado desde 2007.
“É provável que o ouro enfrente pressões adversas no período que antecede a reunião da Fed e imediatamente a seguir à mesma”, afirmou Gerald Gan, director de Investimento da Reed Capital Partners Pte Ltd. O analista acrescentou que o metal precioso deverá ser penalizado por yields mais elevadas e pelas “expectativas de mercado cada vez mais restritivas de que Kevin Warsh possa iniciar um ciclo de subida de taxas, ainda que breve, para conter as crescentes pressões sobre os preços”.
O metal amarelo já recuou mais de 3% em Setembro, depois de ter negociado acima dos 4 700 dólares por onça no final de Agosto. A queda acompanha um processo de recalibração das expectativas dos investidores em relação à política monetária que será seguida pela Fed.



























































