Quando os preços dos combustíveis sobem, o primeiro impacto é geralmente sentido nas estações de serviço. No entanto, em muitos países africanos, os efeitos vão muito além do momento em que se abastece o veículo.
Um litro de combustível mais caro aumenta rapidamente os custos de deslocação para o trabalho, do transporte de alimentos para os mercados e da movimentação de mercadorias entre cidades e países. Para os países que dependem fortemente do transporte rodoviário, preços persistentemente elevados da gasolina podem transformar-se num problema económico significativo.
A África do Sul demonstrou recentemente como os custos dos combustíveis podem ter impacto em toda a economia. A taxa de inflação anual do país caiu para 4,3% em Julho, com a redução dos preços da gasolina a contribuir para a descida geral dos preços.
Foi a primeira desaceleração da inflação em cinco meses e ficou abaixo da previsão mediana de 4,5% dos economistas consultados pela Reuters.
A descida dos preços dos combustíveis foi o principal factor por detrás da moderação mensal. O índice de preços no consumidor da África do Sul registou uma queda de 7,8% nos preços dos combustíveis entre Junho e Julho. Um aumento dos preços da gasolina poderia ter produzido o efeito contrário, agravando a pressão sobre os custos em toda a economia.
Quando a gasolina fica mais cara, os automobilistas e as empresas de transporte enfrentam custos operacionais mais elevados. Parte desses encargos é frequentemente transferida para os consumidores através do aumento das tarifas, das taxas de entrega e dos custos logísticos.
Para quem utiliza transportes públicos, isso significa gastar mais apenas para se deslocar para o trabalho, enquanto as empresas enfrentam custos acrescidos para transportar bens e prestar serviços.
Um agricultor não precisa de comprar gasolina directamente para que o aumento dos custos dos combustíveis tenha impacto nos preços dos alimentos. Os produtos agrícolas continuam a ser transportados das explorações para grossistas, mercados e lojas, enquanto os fabricantes precisam de movimentar matérias-primas e produtos acabados.
Em suma, quando uma maior parcela do rendimento é destinada ao transporte, sobra menos para alimentação, habitação, educação, lazer e outras necessidades. Este cenário pode reduzir o consumo das famílias e aumentar a pressão sobre os agregados de menor rendimento, que são particularmente afectados por aumentos acentuados dos preços dos combustíveis.
Abaixo, os dez países africanos com os preços dos combustíveis mais elevados em Agosto, de acordo com dados da Global Petrol Prices.

Em comparação com a lista do mês anterior, quando o preço médio mundial da gasolina era de 1,49 dólares por litro, contra 1,53 dólares por litro em Agosto, os preços dos combustíveis no Ruanda diminuíram ligeiramente.
Já os preços na República Centro-Africana, Seicheles, Serra Leoa, Cabo Verde, Uganda e Senegal aumentaram ligeiramente.
No Maláui e no Zimbabué, os preços mantiveram-se inalterados, enquanto Marrocos substituiu o Quénia no top 10 este mês.
Fonte: Business Insider Africa























































