A Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA) vai financiar um novo estudo destinado a reforçar as infra-estruturas de energia eléctrica ao longo do Corredor do Lobito, numa altura em que Washington procura aumentar a sua presença nas cadeias de fornecimento de minerais críticos em África.
Segundo a directora da USTDA para África e Médio Oriente, Laura Whitman, o estudo vai concentrar-se na melhoria das infra-estruturas eléctricas na República Democrática do Congo (RDC) e na Zâmbia, dois países centrais do corredor que liga a região mineira ao Oceano Atlântico através do porto angolano do Lobito.
“A actividade que vamos financiar fornecerá aos nossos parceiros a análise técnica necessária, a estrutura comercial para desenvolver o projecto e, em última instância, atrair financiamento para implementar esta infra-estrutura energética”, afirmou Whitman durante um briefing do Africa Regional Media Hub.
O estudo, que deverá ser anunciado formalmente nas próximas semanas, vai avaliar oportunidades para reabilitar, modernizar e expandir as redes eléctricas que abastecem operações mineiras e comunidades envolventes, sobretudo na região do Copperbelt, na Zâmbia.
A zona enfrenta uma crescente procura de electricidade por parte das empresas mineiras, que frequentemente ultrapassa a capacidade disponível, deixando também famílias e pequenas empresas com acesso limitado à energia.
A iniciativa surge no contexto da crescente competição entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China pelo acesso a minerais considerados estratégicos para a transição energética e a electrificação.
A RDC é o maior produtor mundial de cobalto, essencial para determinadas baterias de veículos eléctricos, e possui importantes reservas de cobre, mineral fundamental para redes eléctricas, energias renováveis e electrificação. O país dispõe ainda de depósitos de lítio, tântalo, estanho, tungsténio e germânio, além de ouro, diamantes e terras raras.
O Corredor do Lobito é considerado por Washington uma rota estratégica para diversificar as cadeias globais de fornecimento de minerais críticos, ligando a RDC e a Zâmbia ao Atlântico através de Angola.
Os EUA têm desenvolvido parcerias com Angola, RDC, Zâmbia, União Europeia e outros financiadores internacionais para apoiar investimentos em caminhos-de-ferro, energia e outras infra-estruturas ao longo do corredor.
USTDA procura ampliar cooperação energética
A agência norte-americana está também a intensificar a ligação entre empresas tecnológicas dos Estados Unidos, empresas públicas de electricidade e responsáveis políticos africanos.
No início deste ano, a USTDA recebeu nos EUA delegações de Angola, Botsuana, Moçambique e Zâmbia para analisar soluções de modernização das redes, melhoria das linhas de transmissão e integração regional dos sistemas eléctricos.
Desde a sua criação, há mais de três décadas, a USTDA afirma ter facilitado mais de 127 mil milhões de dólares em exportações norte-americanas associadas a projectos de infra-estruturas em mercados emergentes.
Fonte: Reuters


























































