O preço do petróleo continua a subir, com os mercados a reagirem ao fecho de um importante oleoduto saudita, perturbando uma rota que tem sido essencial como alternativa ao Estreito de Ormuz enquanto perdura a guerra entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
O Brent avança 2,53% esta manhã, para 107,16 dólares por barril, depois de ter chegado a atingir os 108 dólares no início da sessão, aproximando-se cada vez mais do valor máximo alcançado desde o início da guerra. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, negoceia a 102,71 dólares por barril.
A Arábia Saudita anunciou, no final de sexta-feira (11), a suspensão, por precaução, da operação do oleoduto Leste-Oeste, na sequência dos ataques do dia anterior. Até ao momento, não existem indicações sobre quando as operações poderão ser retomadas.
“Tudo se resume à duração [da suspensão da actividade]”, afirmou June Goh, analista sénior do mercado petrolífero na Sparta Commodities SA, acrescentando que, se os fluxos forem retomados rapidamente, o impacto deverá ser limitado, uma vez que poderá ser utilizado o inventário armazenado em Yanbu, no extremo ocidental do oleoduto. Contudo, uma suspensão prolongada poderá obrigar a cortes na produção.
Suvro Sarkar, responsável pela análise do sector energético no DBS Bank Ltd, afirmou que as reservas de Yanbu podem sustentar as exportações durante cinco a sete dias, mas que, ultrapassado esse período, a suspensão poderá provocar uma “enorme perturbação”.
Na semana passada, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que iria anunciar sanções contra um grande banco, numa tentativa de pressionar o Irão a capitular. Em simultâneo, a Marinha norte-americana mantém um bloqueio aos portos da República Islâmica, com o objectivo de limitar as suas exportações de energia.



























































