Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais dos países do BRICS defenderam a reforma das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, para reforçar a representação das economias emergentes.
“Com a crescente participação das economias de mercado emergentes e em desenvolvimento na produção e no crescimento globais, a reforma da governação económica mundial continua a ser uma prioridade do BRICS”, afirmaram os responsáveis numa declaração conjunta divulgada na quinta-feira (10).
Segundo a Reuters, os ministros defenderam ainda instituições financeiras internacionais “mais representativas, transparentes e responsáveis”, numa altura em que as economias emergentes enfrentam os efeitos da volatilidade dos preços do petróleo e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos da América (EUA).
“Continuamos profundamente preocupados com a imposição unilateral de medidas comerciais e financeiras, incluindo o aumento de tarifas e de medidas não tarifárias, que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio”, refere a declaração.
No domínio financeiro, os responsáveis apelaram igualmente a progressos na interoperabilidade dos sistemas de pagamentos entre os países do bloco, de modo a facilitar transacções transfronteiriças mais rápidas, acessíveis, eficientes e seguras.
A Índia, que acolheu neste fim-de-semana a Cimeira de Líderes do BRICS, pressionou pelo avanço da ligação entre moedas digitais dos países do bloco.
A cimeira em Nova Deli conta com a participação dos líderes da Rússia, China e Irão, num contexto marcado pelas tensões comerciais e pelo conflito no Médio Oriente.


























































