A Godello protagonizou uma das histórias mais interessantes de recuperação no mundo do vinho. Originária da Galiza, esta casta branca esteve à beira da extinção após a chegada da filoxera, mas foi recuperada e tornou-se uma das principais referências das denominações Valdeorras e Bierzo.
Frequentemente comparada à Chardonnay pela capacidade de expressar o terroir, a Godello dá origem a vinhos elegantes, minerais, frescos e com bom potencial de envelhecimento.
Um nome com várias versões
O nome Godello poderá ter origem nos termos “godello” ou “godelho”, usados tradicionalmente na viticultura galega para descrever uvas de pequenas bagas douradas. A casta também é conhecida por outros nomes, como Verdello, Agudello, Ojo de Gallo e Berdello.
Uma história antiga
A presença da Godello em Valdeorras está documentada desde, pelo menos, o século XII, embora alguns especialistas defendam que o seu cultivo possa ser ainda mais antigo, remontando à época romana.
Após a filoxera, muitas vinhas foram destruídas e algumas variedades estrangeiras começaram a ganhar espaço. Em 1885, o viticultor José Ramón Gayoso decidiu plantar Godello em Valdeorras, contribuindo para preservar uma casta que corria o risco de desaparecer.
Onde é cultivada?
Valdeorras, na Galiza, é actualmente a principal região associada à Godello. A casta também está presente em Monterrei e Ribeira Sacra, na Galiza, e no Bierzo, em Castela e Leão.
Que vinhos produz?
A Godello destaca-se pelo equilíbrio entre frescura, estrutura e volume. Os seus vinhos apresentam normalmente aromas de flores brancas, maçã, limão, pêra e melão, acompanhados por notas minerais e herbáceas.
Na boca, pode revelar uma textura ligeiramente untuosa, combinada com uma acidez que lhe confere frescura. A capacidade de envelhecimento é outra das suas características, permitindo produzir tanto vinhos jovens e vibrantes como exemplares mais complexos e estruturados.
De uma casta que esteve perto do desaparecimento, a Godello transformou-se numa das grandes protagonistas dos vinhos brancos espanhóis.
Fonte: Revista Adega



























































