O Governo angolano quer intensificar a cooperação com o Reino Unido para atrair mais investimento privado britânico e acelerar a diversificação da economia, afirmou, nesta quinta-feira, 10 de Setembro, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa.
A governante, que falava em Londres, revelou que a Agência para o Investimento Privado e Exportações de Angola (AIPEX) já aprovou 18 operações de investimento britânico, avaliadas em 395 milhões de dólares.
Os projectos abrangem sectores como tecnologia, telecomunicações, energia, mineração, serviços e actividade financeira não bancária.
Perante um espaço fiscal limitado, Vera Daves de Sousa defendeu um maior recurso a modelos alternativos de financiamento de infra-estruturas, sobretudo através de parcerias público-privadas (PPP). Segundo a ministra, Angola pretende criar condições para que mais projectos possam avançar exclusivamente com capital privado.
“Estamos abertos a todas as sugestões e iniciativas de investimento privado que nos ajudem a fechar mais rapidamente o gap de infra-estrutura que ainda é grande”, afirmou a governante.
A ministra destacou os investimentos realizados nos últimos oito anos em sectores como energia, saúde, estradas, caminhos-de-ferro e abastecimento de água. O Corredor do Lobito foi apontado como um dos principais exemplos de concessão de infra-estruturas.
No sector dos transportes, o Governo estuda ainda a criação de um modelo semelhante para o Corredor Norte, embora o projecto esteja numa fase inicial de estudos de viabilidade.
Angola prepara igualmente concessões dos portos de Caio, Namibe e Lobito. Já a concessão do Aeroporto Internacional Dr António Agostinho Neto deverá ser concluída até ao final de Setembro, segundo a ministra.
Na área energética, o Governo identifica oportunidades sobretudo na construção de linhas de transmissão. A estratégia passa por aproveitar a capacidade de produção eléctrica de Angola para abastecer mercados vizinhos através de parcerias público-privadas.
A Zâmbia, a Namíbia e a República Democrática do Congo estão entre os potenciais mercados. O objectivo, segundo Vera Daves de Sousa, é concretizar pelo menos um negócio de exportação de electricidade até 2027.
A ministra defendeu que uma maior participação do sector privado britânico poderá ajudar Angola a mobilizar capital, conhecimento e tecnologia para acelerar a diversificação económica e reduzir o défice de infra-estruturas.
Fonte: Lusa



























































