A África do Sul registou um défice da conta corrente equivalente a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, depois de ter alcançado um excedente de 2,3% nos primeiros três meses do ano, pressionada pelo aumento dos custos de importação de petróleo e produtos petrolíferos associado à guerra entre Israel e os Estados Unidos e o Irão, noticiou a Reuters.
Dados divulgados nesta quinta-feira, 10 de Setembro, pelo Banco de Reserva da África do Sul (SARB) mostram que o défice da conta corrente atingiu 2,81 mil milhões de dólares entre Abril e Junho, contra um excedente de 11,3 mil milhões de dólares registado no primeiro trimestre.
A deterioração resultou, sobretudo, da forte redução do excedente comercial, que passou de 26,7 mil milhões de dólares para 9,13 mil milhões de dólares no período em análise. O SARB atribuiu parte significativa desta evolução ao aumento do valor das importações de petróleo bruto e de produtos petrolíferos refinados, num contexto de maiores preocupações com o abastecimento provocadas pelo conflito no Médio Oriente.
No caso do petróleo bruto, o valor das importações aumentou 82,1%, enquanto a quantidade importada cresceu apenas 1,8%, reflectindo o impacto da subida dos preços internacionais da energia nos custos de importação do país.
A África do Sul importa a maior parte dos combustíveis que consome, o que deixa a economia particularmente exposta às oscilações dos preços internacionais da energia. A pressão sobre os custos de importação intensificou-se desde o início, no final de Fevereiro, da guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.


























































