Os principais índices asiáticos terminaram a sessão desta quinta-feira, 10, em baixa, acompanhando as perdas registadas na noite de ontem por Wall Street, com uma escalada dos preços do crude nos mercados internacionais a ser o principal factor de pressão e a alimentar receios de um aumento da inflação.
No Japão, o Nikkei perdeu 0,030%, enquanto o Topix subiu ligeiros 0,064%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,29% e o Shanghai Composite recuou 0,36%. Em Taiwan, o TWSE desvalorizou 0,51%, enquanto, na Coreia do Sul, o Kospi, considerado um “barómetro” do apetite dos mercados pela Inteligência Artificial, deslizou 0,072%.
O índice regional MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,60%, num dia em que o Brent chegou a ultrapassar os 101 dólares por barril. A esta hora, o crude regista uma descida moderada, mas mantém-se acima dos 100 dólares por barril. Ainda assim, o sentimento global dos investidores mostra alguns sinais de melhoria, com os futuros dos índices norte-americanos e europeus a avançarem ligeiramente.
“A temperatura voltou a subir”, disse à Bloomberg Kenny Polcari, da SlateStone Wealth. “O prémio de risco continua bem presente e o risco para o abastecimento energético proveniente do golfo Pérsico é real”, acrescentou. Os países asiáticos importam grande parte da energia que consomem, pelo que são particularmente vulneráveis a subidas dos preços de matérias-primas como o “ouro negro” e o gás natural.
Após novos ataques no Médio Oriente, o Irão afirma estar preparado para uma guerra mais intensa. Neste contexto, os preços do petróleo subiram na quarta-feira, 9 de Setembro, depois de um responsável iraniano ter afirmado que o país não tenciona recuar perante o bloqueio naval norte-americano e os ataques aos seus petroleiros.
O impacto económico sentido por Teerão poderá estar a aumentar, afirmou o responsável, mas os líderes iranianos consideram que a guerra com os Estados Unidos da América representa uma ameaça existencial, deixando-lhes pouca margem de escolha a não ser continuar a combater, segundo a Bloomberg.
“As oscilações dos preços do petróleo e o potencial de novas escaladas no curto prazo que temos observado têm sido alguns dos principais riscos que o mercado terá de avaliar à medida que nos aproximamos do final do ano”, resumiu à agência Yuting Shao, da Manulife Investment Management.



























































