Os empresários nacionais esperam que a nova liderança do Banco de Moçambique (BdM) encontre soluções para garantir maior estabilidade macroeconómica e cambial e melhorar as condições de financiamento à produção, ao investimento e ao emprego.
A posição foi defendida nesta quinta-feira, 10 de Setembro, pelo presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Álvaro Massingue, durante a 22.ª edição do balanço económico sobre o desempenho empresarial no segundo trimestre e as perspectivas do sector privado.
“Para o sector privado, um dos grandes desafios será encontrar o equilíbrio entre a necessária estabilidade macroeconómica, cambial e monetária e a necessidade de garantir condições para financiar a produção, o investimento e o emprego”, afirmou Massingue.
O líder empresarial defendeu igualmente uma gestão da liquidez no sistema financeiro que permita reduzir a compressão do crédito ao sector privado, num contexto em que o elevado endividamento público interno continua a absorver recursos financeiros.
Segundo Massingue, os empresários esperam maior previsibilidade, comunicação e coordenação entre as políticas monetária, cambial, fiscal e financeira, de modo a que as decisões do banco central tenham um impacto mais efectivo na economia real.
A CTA considera que a redução das taxas de referência deve traduzir-se progressivamente em menores custos de financiamento para as empresas. “Actualmente, apesar da redução acumulada da taxa MIMO, o custo do crédito continua elevado, com a prime rate do sistema financeiro em 15,50%, antes dos spreads de risco aplicados pelos bancos comerciais”, disse.
Os empresários defendem ainda a retoma do Comité de Política Monetária+1 (CPMO+1), espaço de diálogo entre o Banco de Moçambique e o sector privado realizado após as reuniões do Comité de Política Monetária.
Para Massingue, a retoma deste mecanismo permitiria ao banco central explicar ao sector privado as motivações das suas decisões de política monetária e responder às preocupações dos empresários sobre o funcionamento do sistema financeiro.
As reivindicações surgem num momento de mudança na liderança do banco central. O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou, em 1 de Setembro, o economista Felisberto Dinis Navalha como governador, após a indicação de Waldemar Fernando de Sousa ter sido anulada por “questões supervenientes”.
Navalha, que possui 28 anos de experiência no banco central, passa a liderar a instituição após uma década sob a liderança de Rogério Zandamela. Benedita Maria Guimino foi nomeada vice-governadora, completando a nova liderança do Banco de Moçambique.
Texto: Germano Ndlovo



























































