A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pretende reforçar parcerias com empresas norte-americanas para aumentar a participação das Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais na cadeia de valor dos projectos de petróleo e gás.
De acordo com a Lusa, o interesse foi manifestado durante um encontro, em Maputo, entre representantes da CTA e uma delegação da Câmara de Comércio Texas-África (TXACC), que se encontra no País para explorar oportunidades de cooperação empresarial e investimento.
A directora-executiva da CTA, Teresa Muenda, explicou que a organização pretende aproveitar a experiência das empresas norte-americanas para ajudar as PME moçambicanas a identificar oportunidades de negócio associadas aos grandes investimentos no sector energético. “Quisemos, com a nossa visita, criar uma maior aproximação com os empresários americanos para partilharmos experiências sobre como podemos também capitalizar este novo recurso, o gás, que foi descoberto no nosso país”, afirmou.
Segundo a responsável, a aproximação resulta de um memorando de entendimento assinado entre a CTA e a TXACC, na sequência de uma deslocação de empresários moçambicanos aos Estados Unidos da América, em Agosto. O acordo prevê a troca de informação empresarial e a criação de condições para o desenvolvimento de parcerias entre empresas dos dois países.
Para a CTA, um dos principais objectivos passa por garantir que as empresas nacionais consigam integrar-se de forma mais efectiva nas cadeias de fornecimento associadas aos projectos de gás em desenvolvimento no País. “Esperamos que saiam frutos palpáveis e que se desenvolvam parcerias com os nossos empresários nos diversos sectores”, declarou Teresa Muenda.
Além do petróleo e gás, a organização empresarial identifica oportunidades de cooperação no agro-negócio, pecuária, indústria, mineração, construção, tecnologia e centros de dados. No sector agrícola, a CTA pretende atrair conhecimento e investimento que permitam aumentar a capacidade de processamento local e reduzir as perdas registadas após a produção. “Um dos nossos grandes desafios e uma das nossas maiores apostas é conseguirmos fazer o processamento dos nossos produtos agrícolas e, consequentemente, reduzirmos as perdas de pós-produção”, acrescentou.
A actual visita da delegação norte-americana serve igualmente de preparação para uma missão empresarial mais alargada dos Estados Unidos, prevista para decorrer entre 26 e 30 de Outubro, com actividades em Maputo e Nampula. Por sua vez, o presidente da Câmara de Comércio Texas-África, Joshua Mumba, afirmou que a organização pretende construir uma relação comercial sólida com Moçambique e identificar áreas concretas para investimentos norte-americanos. Entre os sectores apontados estão o da mineração, construção, tecnologia, centros de dados, petróleo e gás.
Moçambique conta ainda com o Coral Sul FLNG, operado pela Eni e em produção desde 2022, o Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, e o Coral Norte FLNG, projectos que deverão aumentar a produção e exportação de gás natural liquefeito nos próximos anos.
A maior integração das PME nacionais nestes investimentos é apontada pelo sector privado como uma das condições para aumentar o conteúdo local, criar emprego e garantir que uma maior parcela do valor gerado pelos megaprojectos permaneça na economia moçambicana.



























































