O Angola Oil & Gas, principal encontro da indústria de petróleo e gás do país, arranca nesta quarta-feira, 9 de Setembro, em Luanda, com o investimento, a produção e o conteúdo local no centro da agenda.
A sétima edição da conferência e exposição anual, organizada pela Energy Capital & Power, decorre sob o lema “Investir no Futuro de Angola”, num período em que o País procura sustentar a produção dos campos existentes, avançar com novos projectos, ampliar a utilização do gás e a capacidade de refinação e aumentar a participação das empresas nacionais nos investimentos gerados pelo sector.
Durante dois dias, o evento reúne operadores, reguladores, investidores e empresas para discutir temas como águas profundas, gás, refinação, financiamento, conteúdo local, Inteligência Artificial (IA) e desmantelamento de infra-estruturas, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
O primeiro dia será marcado pela discussão sobre investimento e pela capacidade de transformar os recursos petrolíferos em novos projectos. A programação inclui uma sessão dedicada ao retorno do investimento nas bacias petrolíferas angolanas e um debate sobre a exploração e produção em águas profundas.
O gás e o downstream (etapa final da cadeia de valor) estarão entre os principais temas do segundo e último dia. A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis deverá apresentar o Plano Director do Gás em Angola, seguindo-se uma discussão sobre as condições comerciais e de infra-estruturas necessárias para aumentar a utilização deste recurso na economia nacional.
A segurança do abastecimento de combustíveis, o aumento da capacidade de refinação e a redução da dependência das importações estarão igualmente em análise.
A participação das empresas angolanas na cadeia de valor será outro dos temas em discussão. Bancos, instituições financeiras, entidades públicas e empresas vão analisar o acesso das pequenas e médias empresas (PME) do sector ao financiamento, bem como os mecanismos necessários para aproximar as metas de conteúdo local da capacidade efectiva de execução dos contratos.
A conferência inclui ainda sessões sobre a aplicação da IA às operações petrolíferas, activos maduros, desmantelamento de infra-estruturas offshore e os projectos Greater PAJ e Kaminho, abrangendo diferentes etapas do ciclo de vida dos activos energéticos.
Fonte: Lusa



























































