Angola prevê investimentos superiores a 70 mil milhões de dólares no sector do petróleo e gás nos próximos cinco anos, destinados à exploração, produção, gás natural e infra-estruturas energéticas, noticiou, nesta quarta-feira, 9 de Setembro, a Lusa.
Segundo o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Paulino Jerónimo, o petróleo e o gás “permanecem activos estratégicos para a economia angolana”.
Em declarações na sétima edição da Conferência Angola Oil & Gas, que arrancou nesta quarta-feira em Luanda, Jerónimo indicou que os investimentos previstos para os próximos cinco anos ultrapassam os 70 mil milhões de dólares e abrangem actividades de exploração e produção, gás natural e infra-estruturas energéticas.
A ANPG continuará a aperfeiçoar os modelos contratuais, com o objectivo de garantir maior estabilidade, previsibilidade fiscal e eficiência institucional. “Vamos continuar a aperfeiçoar os nossos modelos contratuais, sobretudo quando as características geológicas, económicas ou operacionais dos projectos assim o exigirem. Os incentivos devem ser concebidos para gerar resultados: mais pesquisa, mais perfuração, mais descobertas (…) e mais produção”, afirmou.
Paulino Jerónimo salientou que a missão da ANPG “não é apenas atribuir blocos”, mas transformar esses activos em investimento, o investimento em descobertas e as descobertas em produção.
O PCA sublinhou ainda que Angola deu passos importantes na revitalização do sector petrolífero e revelou que está em aprovação a Estratégia de Hidrocarbonetos até 2050. O Plano de Atribuição de Concessões deverá igualmente ser implementado com maior “celeridade, transparência e eficiência”.
Jerónimo destacou também as novas descobertas em blocos offshore e o crescimento da cadeia de valor do gás natural através da Angola LNG (Gás Natural Liquefeito). Ao abordar as acções desenvolvidas pela agência, criada há sete anos, e o contexto da produção petrolífera do País, afirmou que o offshore angolano representa uma nova fronteira de oportunidades.
Por sua vez, o PCA do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), Luís Fernandes, abordou o futuro do sector midstream, relacionado com o transporte e armazenamento de produtos petrolíferos. Para o responsável, o desenvolvimento deste segmento deve assentar numa “visão clara”, nomeadamente em “garantir o acesso seguro, regular e sustentável a produtos de qualidade, a preços justos e em condições de mercado transparentes”.
Fernandes defendeu que, para concretizar estes objectivos, a segurança energética deve constituir o “primeiro pilar fundamental”. Angola precisa, segundo destacou, de consolidar um sistema capaz de resistir a choques externos, interrupções logísticas e oscilações dos mercados internacionais.
Além da segurança energética, apontou a criação de valor, a competitividade, a atracção de investimento, a protecção do consumidor e a qualidade dos produtos como outros pilares essenciais.
“Investir no Futuro de Angola” é o lema da Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas 2026, que reúne na capital angolana operadores, reguladores, investidores globais e empresas de serviços. Financiamento, gás, refinação, conteúdo local, Inteligência Artificial, produção e exploração em águas profundas estão entre os temas em debate no encontro, que decorre até quinta-feira, 10 de Setembro, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.



























































