O ouro está a ganhar terreno depois de três sessões consecutivas de quedas, com um dólar mais fraco a sustentar a procura pelo metal amarelo, numa altura em que volta a ganhar apelo enquanto activo refúgio.
O metal amarelo soma agora 1,18%, para 4 407,300 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 1,85%, para 66,866 dólares por onça.
No plano geopolítico, as forças norte-americanas destruíram cinco petroleiros iranianos que transportavam crude perto da ilha de Kharg, o principal centro de exportação de petróleo da República Islâmica, em resposta a tentativas de ataque com mísseis contra um navio de guerra norte-americano. A operação aumentou os receios de uma escalada da guerra, que já dura há vários meses.
A subida dos preços do crude intensificou os receios de que o aumento dos custos energéticos possa manter a inflação elevada, disse à Bloomberg Manav Modi, analista de matérias-primas da Motilal Oswal Financial Services. “O dólar, contudo, manteve-se sob pressão, com o iene japonês a atingir máximos de sete meses, dando algum suporte ao ouro”, referiu o especialista.
Desde que recuperou de um mínimo próximo dos 4000 dólares por onça em Julho, o ouro tem negociado num intervalo relativamente estreito, em torno dos 4400 dólares, à medida que os investidores avaliam as perspectivas para a política monetária nos Estados Unidos da América (EUA). Esta semana serão conhecidos novos dados sobre a inflação, que poderão ajudar a antecipar o rumo que a Reserva Federal norte-americana dará às taxas directoras na reunião da próxima semana.
Apesar dos obstáculos no curto prazo, muitos investidores continuam a apostar numa subida gradual do ouro, à medida que o metal recupera o seu papel tradicional de activo-refúgio.



























































