Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta quarta-feira, 9 de Setembro, depois de uma nova troca de ataques entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão estar a aumentar os receios de perturbações mais graves no Estreito de Ormuz.
O Brent, de referência para a Europa, soma agora 1,70%, para 99,58 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, avança 1,49%, para 94,42 dólares por barril.
As forças militares norte-americanas anunciaram ter destruído cinco petroleiros iranianos que transportavam crude, em resposta a tentativas de atingir um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos, revelou o Comando Central dos EUA.
Teerão respondeu com ataques de mísseis contra a Jordânia. Além disso, alertou que todas as tripulações de petroleiros nas proximidades dos cais do Kuwait e do Bahrein devem “abandonar imediatamente os seus navios, […] uma vez que serão alvo de ataques”, noticiou a televisão estatal iraniana, citando a Guarda Revolucionária Islâmica.
A nova escalada surge depois de novos ataques de militantes houthis apoiados pelo Irão contra instalações energéticas no sul da Arábia Saudita, que obrigaram vários locais de produção a suspender as operações.
“O caminho de menor resistência [para o petróleo] é uma subida forte e consistente à medida que a guerra entra no sétimo mês”, disse à Bloomberg Darrell Fletcher, da Bannockburn Capital Markets. “Os fundamentos dos produtos continuam a ser favoráveis, com a deterioração dos inventários e das reservas globais. No padrão habitual, os EUA e o Irão continuam com contra-ataques e ameaças”, resumiu o especialista.
O Brent acumula agora uma subida superior a 60% este ano e aproxima-se dos 100 dólares por barril pela primeira vez desde o final de Julho.
Além do crude, os preços do gás natural na Europa seguem a subir pela quarta sessão consecutiva, após os mais recentes ataques no golfo Pérsico. Nesta altura, o preço do gás natural de referência para a Europa avança 2,56%, para 77,779 euros por megawatt-hora. Desde o início do ano, já encareceu mais de 165%.



























































