O presidente do Podemos, segunda maior força política do País, Albino Forquilha, defendeu a realização de reformas políticas profundas, considerando que a descentralização, a reforma do Estado, a participação dos cidadãos e a justiça eleitoral devem ser discutidas de forma abrangente no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o órgão, a posição foi defendida esta terça-feira, 8 de Setembro, em Maputo, durante uma formação dos deputados da bancada do Podemos na Assembleia da República sobre assuntos relacionados com o Diálogo Nacional Inclusivo e o Poder Local. A iniciativa, que decorre entre 8 e 9 de Setembro, visa preparar os representantes do partido para participarem nas discussões sobre reformas estruturantes do Estado, incluindo matérias de natureza constitucional, eleitoral e de governação local.
“O objectivo fundamental é que consigamos reformas profundas ao nível das matérias precisas do Estado, de forma que os problemas existentes possam encontrar uma solução”, afirmou Albino Forquilha, defendendo igualmente uma maior separação entre a Administração Pública e os partidos políticos. Na sua perspectiva, o acesso aos cargos públicos deve ter como principal critério a competência dos cidadãos, e não a sua filiação partidária.
“Ainda temos, infelizmente, situações em que, para ser director pedagógico de uma escola, é necessário pertencer a um partido político. Para ser director ou comandante de uma esquadra, também é necessário pertencer a um partido político. Mas isso já diz respeito à Administração Pública. Já não devia ser assim. Estes aspectos devem ser tratados com profundidade, porque é aí que está, de facto, a essência de todos os problemas que temos”, afirmou.
Albino Forquilha considerou ainda que a descentralização e o reforço da participação dos cidadãos devem ocupar um lugar central no processo de diálogo, de modo a encontrar soluções duradouras para os desafios do País.
Sobre o processo judicial envolvendo Venâncio Mondlane, o presidente do Podemos anunciou que estará presente no julgamento na qualidade de declarante. “Estarei presente como declarante, para dizer aquilo que vi”, declarou. O líder do partido defendeu o respeito e o cumprimento das decisões que vierem a ser tomadas pelo tribunal nos processos relacionados com as manifestações pós-eleitorais.



























































