A Huawei está a planear expandir o seu sistema operativo HarmonyOS (desenvolvido pela marca para funcionar nos seus dispositivos), para mercados internacionais, depois de consolidar a sua presença na China. A empresa pretende iniciar programas-piloto em alguns países, ainda não identificados, como primeiro passo para levar o sistema operativo a outras regiões do mundo.
A intenção foi anunciada por Xu Zhijun, vice-presidente e presidente da Huawei, durante a edição de 2026 da HarmonyOS Ecosystem Conference. O responsável afirmou que a empresa está a analisar activamente a expansão do HarmonyOS para outros mercados, embora não tenha adiantado quais serão os países escolhidos para receber inicialmente os testes.
O desenvolvimento do sistema operativo ganhou particular importância para a Huawei depois de a empresa ter sido incluída, em Maio de 2019, na lista de restrições comerciais dos Estados Unidos da América. A medida limitou o acesso da tecnológica chinesa aos serviços da Google, incluindo ferramentas e aplicações que fazem parte do ecossistema Android.
Perante essas limitações, a Huawei acelerou o desenvolvimento do HarmonyOS e da sua própria loja de aplicações. O objectivo passou não apenas por criar uma alternativa ao Android, mas também por construir um ecossistema próprio capaz de integrar diferentes equipamentos da marca, incluindo smartphones, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos.
Na China, o HarmonyOS já alcançou uma presença significativa no universo de dispositivos da Huawei. A expansão internacional representa, por isso, um novo passo na estratégia da empresa para reduzir a dependência de plataformas tecnológicas estrangeiras e aumentar a utilização do seu sistema operativo fora do mercado chinês.
De acordo com o portal Notícias ao Minuto, a entrada em novos mercados poderá, contudo, representar um desafio para a Huawei, sobretudo pela necessidade de atrair utilizadores e desenvolver um ecossistema de aplicações suficientemente competitivo. A disponibilidade de aplicações populares e a compatibilidade com serviços utilizados internacionalmente serão factores importantes para a adopção do sistema.
Por enquanto, a Huawei não revelou quais serão os primeiros países abrangidos pelos programas-piloto nem apresentou um calendário detalhado para a expansão. A empresa poderá, no entanto, divulgar mais informações sobre a estratégia internacional do HarmonyOS nos próximos meses.


























































