A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a cabotagem marítima como uma alternativa estratégica para reduzir os custos logísticos, melhorar a ligação entre as regiões do País e aumentar a competitividade do sector produtivo nacional.
De acordo com um comunicado oficial, a posição foi apresentada pelo presidente do Pelouro de Infra-estruturas da CTA, António Souza, durante o seminário “Do Asfalto ao Mar: Cabotagem, Competitividade e Transformação da Logística Nacional”, realizado à margem da 61.ª edição da FACIM e organizado pelo Instituto Nacional de Transportes Marítimos (ITRANSMAR, IP).
Segundo a CTA, o transporte marítimo de mercadorias ao longo da costa pode ajudar a reduzir a dependência do transporte rodoviário de longa distância, actualmente associado a custos elevados para as empresas e a uma maior pressão sobre as principais estradas nacionais.
Durante o encontro, os participantes defenderam que a criação de ligações marítimas regulares entre o norte, o centro e o sul poderá contribuir para uma maior integração económica do País, ao mesmo tempo que cria uma alternativa previsível para o transporte de carga.
A cabotagem foi igualmente apontada como uma solução para diversificar a matriz de transportes e melhorar a eficiência da cadeia logística, sobretudo para empresas que movimentam grandes volumes de mercadorias entre diferentes regiões.
Para tornar o modelo viável, os participantes defenderam a criação de um quadro regulamentar claro e estável, a melhoria da eficiência dos portos, a redução dos tempos de espera e dos custos operacionais e a simplificação dos processos de licenciamento, atracação e movimentação de carga.
Outro desafio identificado está relacionado com os preços. Segundo os intervenientes, o transporte marítimo só conseguirá atrair maior procura do sector privado se apresentar custos suficientemente competitivos face às alternativas actualmente disponíveis.
A CTA defendeu ainda que a cabotagem não deve funcionar de forma isolada, mas integrada com os transportes rodoviário e ferroviário, permitindo que a carga circule entre portos, centros de produção e mercados de consumo com maior eficiência.
A aposta na intermodalidade, segundo os participantes, poderá melhorar a fluidez da cadeia logística nacional, reduzir os custos para as empresas e reforçar a integração económica entre as diferentes regiões de Moçambique.



























































