Os principais índices asiáticos terminaram a sessão desta terça-feira, 8 de Setembro, no vermelho, depois de na segunda-feira terem somado fortes ganhos impulsionados pelo apetite dos investidores por cotadas ligadas à Inteligência Artificial (IA), com a escalada dos preços do petróleo a aumentar a pressão sobre os bancos centrais para subirem as taxas de juro e a pressionar o apetite pelos activos de risco.
No Japão, o Nikkei perdeu 1,55%, enquanto o Topix caiu 1,66%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong deslizou 0,27% e o Shanghai Composite avançou 0,13%. Em Taiwan, o TWSE desvalorizou 0,47%, enquanto, na Coreia do Sul, o Kospi, visto como um “barómetro” do apetite dos mercados pela IA, cedeu 0,61%.
“É provável que entremos num período de alguma digestão [dos ganhos], porque estamos a atravessar um ajustamento bastante significativo da política dos bancos centrais em todo o mundo”, afirmou Anastasia Amoroso, da Partners Group, numa entrevista à Bloomberg TV. “Estamos num modo de aperto monetário por parte dos bancos centrais a nível mundial. Por isso, poderemos devolver uma parte desses ganhos ou, pelo menos, assistir a alguma consolidação neste momento”, resumiu a especialista.
Neste contexto, a subida dos preços da energia está a aumentar as preocupações com a inflação, sendo a Ásia especialmente afectada, já que importa grande parte do gás e do petróleo consumidos na região.
Entre os dados conhecidos, a economia do Japão cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2026, em termos homólogos, uma revisão em alta face à estimativa preliminar e às previsões do mercado, ambas de 1,1%. Foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento, impulsionado pelo aumento da despesa pública e por um contributo positivo do comércio, com as exportações a aumentarem, enquanto as importações diminuíram, segundo dados divulgados pelo Governo de Sanae Takaichi nesta terça-feira.
Na China, Pequim prepara-se para injectar 300 mil milhões de yuans (cerca de 38,5 mil milhões de euros ao câmbio actual) em bancos e seguradoras, com o objectivo de reforçar a solidez do sistema financeiro e sustentar o crédito, numa altura em que o crescimento económico do país abranda.
O Ministério das Finanças vai emitir obrigações destinadas à recapitalização de oito instituições financeiras, incluindo o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), o Banco Agrícola da China (AgBank) e a Companhia de Seguros do Povo da China (PICC), segundo avançou a Bloomberg.



























































