As autoridades da província do Niassa confirmaram o regresso da população à localidade de Marangira, depois do ataque insurgente que provocou pelo menos um morto e obrigou cerca de 2700 pessoas a abandonar as suas casas.
A informação, veiculada pela Lusa, foi avançada pelo secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, durante as celebrações do Dia da Vitória, ao afirmar: “Regista-se um ambiente calmo, a população de Marangira regressou às suas casas”, declarou o governante.
O ataque ocorreu na Coutada de Marangira, integrada na Reserva Especial do Niassa, onde insurgentes destruíram um acampamento turístico da Mozambique Wild Adventures, associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz, além de outras infra-estruturas locais. A incursão provocou pelo menos um morto.
Apesar do regresso das famílias, Silva Livone apelou à população para manter a vigilância nas comunidades, de forma a prevenir novas infiltrações de grupos armados.
Segundo as autoridades, o número de deslocados provocado pelo ataque chegou a cerca de 2700 pessoas, acima da estimativa inicial de 2000. A Polícia da República de Moçambique confirmou igualmente o rapto de 11 pessoas durante a incursão. As autoridades moçambicanas indicam que os atacantes poderão ter partido da vizinha província de Cabo Delgado, considerada o principal foco da insurgência armada no norte do País desde 2017.
Na sequência do ataque, os Estados Unidos recomendaram aos seus cidadãos que evitassem deslocações à Reserva Especial do Niassa e à zona fronteiriça entre Niassa e Cabo Delgado. Três turistas norte-americanos foram transferidos da região após a incursão.
Desde 2017, a insurgência armada no norte de Moçambique já provocou mais de 6600 mortos e mais de 1,2 milhão de deslocados, tendo-se registado, desde 2025, incursões esporádicas nas províncias vizinhas do Niassa e Nampula.



























































