Uma moeda nacional mais forte beneficia mais do que apenas os comerciantes atentos ao mercado cambial; na prática, beneficia todos os intervenientes na economia.
De acordo com uma publicação do Business Insider Africa, uma moeda estável pode reduzir, em moeda nacional, o custo de produtos importados, desde a gasolina e a tecnologia até aos medicamentos e às matérias-primas.
As moedas podem valorizar-se por razões económicas diferentes, como mostram os casos recentes da África do Sul e do Uganda.
No Uganda, o xelim tem vindo a valorizar-se devido à entrada de divisas provenientes de organizações de caridade e de exportadores de matérias-primas. A Reuters noticiou, a 20 de Agosto, que a moeda ugandesa estava a ser negociada entre 3715 e 3725 xelins por dólar.
O rand sul-africano também se valorizou, atingindo níveis superiores aos registados nos últimos meses.
A 21 de Agosto, o rand atingiu o valor mais elevado desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, impulsionado pela subida dos preços do ouro e pela desvalorização do dólar norte-americano, segundo dados da Reuters.
No final da semana passada, a moeda sul-africana era negociada a 15,9925 por dólar, cerca de 0,8% acima do valor registado no fecho da sessão anterior.
Uma moeda valorizada significa que as empresas precisam de menos unidades de moeda nacional para pagar importações cotadas em dólares. Para os países africanos que importam petróleo, maquinaria, tecnologia, equipamentos e matérias-primas industriais, isto pode traduzir-se em poupanças significativas.
Importações mais baratas podem ajudar as empresas a evitar a transferência do aumento dos custos para os consumidores. Isto é particularmente relevante para os Governos que procuram manter sob controlo os preços dos alimentos, dos transportes e de outras despesas do quotidiano.
Quando uma moeda permanece estável, os benefícios podem ultrapassar o mercado cambial e chegar às empresas, às finanças públicas e aos orçamentos das famílias.
Abaixo, os países africanos com as moedas mais fortes em Agosto, segundo os dados da calculadora da Forbes.



























































