O Governo de Cabo Verde decretou dois dias de luto nacional na sequência do acidente com um autocarro na ilha do Fogo, que provocou a morte de 25 pessoas e deixou outras 14 hospitalizadas.
A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, Francisco Carvalho, em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV), citadas pela Lusa. “Estamos a decretar dois dias de luto nacional devido à dimensão desta tragédia”, afirmou o governante, acrescentando que o autocarro transportava 39 pessoas.
Segundo Francisco Carvalho, 14 jovens permanecem internados, dois dos quais em situação que exige maiores cuidados médicos. Na sequência do acidente, o Governo criou um gabinete de crise e mobilizou uma equipa composta por 16 médicos, enfermeiros e outros especialistas para reforçar a assistência às vítimas na ilha do Fogo.
As autoridades cabo-verdianas estão igualmente em contacto com parceiros internacionais para uma eventual transferência de doentes que necessitem de cuidados médicos especializados. O Governo anunciou ainda apoio psicológico e assistência às famílias das vítimas, em articulação com as autoridades municipais e locais.
Autocarro caiu de uma altura de cerca de 30 metros
De acordo com a Câmara Municipal de São Filipe, o autocarro transportava alunos num passeio quando saiu da estrada e caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, município de Santa Catarina do Fogo.
O Ministério da Educação esclareceu, entretanto, que a actividade não tinha sido organizada pelas escolas. Segundo as autoridades, tratava-se de um passeio organizado habitualmente pelo condutor com alunos que transportava durante o período lectivo.
Das 25 vítimas mortais, 20 perderam a vida no local do acidente e outras cinco morreram no Hospital Regional São Francisco de Assis. O município de São Filipe também decretou dois dias de luto municipal e anunciou medidas de apoio às famílias afectadas.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde mobilizou equipas médicas e de emergência, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibilizou psicólogos especializados em situações de emergência. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) deverá igualmente enviar uma equipa para avaliar as necessidades das crianças, adolescentes e respectivas famílias afectadas pela tragédia.


























































