As uvas, e outras frutas, são vistas como um alimento saudável. Contudo, nutricionistas recomendam ter algum cuidado ao consumi-las. Apesar de fazerem parte de uma alimentação saudável, o consumo excessivo pode trazer alguns efeitos indesejados. Entre os principais riscos estão os problemas intestinais, mas há outros aspectos que também deve se ter em conta.
As uvas são ricas em nutrientes e podem oferecer benefícios para a saúde, mas, como acontece com qualquer alimento, a quantidade consumida é importante. Por isso, antes de comer mais um cacho, convém saber até que ponto o consumo excessivo pode deixar de ser benéfico.
O website Everyday Health falou com a nutricionista Kara Andrew para perceber o que pode acontecer ao organismo quando se consomem uvas em excesso. Perceba o que está em causa.
“As uvas são extremamente benéficas para a saúde, pois fornecem uma variedade de vitaminas, minerais e fibras importantes para o organismo. No entanto, o seu consumo em excesso pode ter efeitos indesejados. Embora sejam uma opção saudável, comer uvas em grandes quantidades pode provocar alguns efeitos secundários que merecem atenção”, refere a especialista.
O portal Notícias ao Minuto listou alguns dos problemas que podem ser provocados pelo consumo excessivo de uvas.
Problemas intestinais
“As uvas oferecem alguma fibra, aproximadamente uma grama por chávena. Provavelmente não é o suficiente para causar qualquer desconforto intestinal. No entanto, se consumir uma porção maior de uvas, aumentará a sua ingestão de fibra. Se não consome fibras regularmente, pode notar um desconforto no estômago após comer uvas. Como o seu corpo não está acostumado às fibras, isso pode causar sintomas como inchaço ou diarreia”, sublinhou a nutricionista Kara Andrew.
Aumento de peso não intencional
“As uvas têm relativamente poucas calorias. Uma chávena contém cerca de 62 calorias. O problema é que são fáceis de consumir em grandes quantidades. Se se sentar diante da televisão com uma taça de uvas, por exemplo, pode acabar por comer quase todas sem se aperceber. Assim, o que inicialmente seria um pequeno lanche de 62 calorias pode rapidamente transformar-se num consumo muito maior, chegando a fornecer uma quantidade de calorias semelhante à de uma pequena refeição”, explicou.
Excesso de hidratos de carbono
“Uma porção de uma chávena de uvas contém cerca de 16g de carboidratos. Se consumir uvas e não prestar atenção ao tamanho da porção, poderá rapidamente ultrapassar a sua cota diária de carboidratos. Também irá desequilibrar a sua proporção de macronutrientes, o que significa que, se a sua ingestão de carboidratos for alta, a sua ingestão de proteínas e gorduras poderá ser insuficiente”, acrescentou.
Frutas que podem provocar inchaço abdominal
Devido ao elevado teor de frutose, um tipo de açúcar, e de sorbitol, também conhecido como glucitol e pertencente ao grupo dos álcoois de açúcar, algumas frutas têm maior probabilidade de provocar inchaço abdominal do que outras. Segundo o site Women’s Health, “apesar de estas frutas poderem fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, o seu consumo deve ser moderado por pessoas que tendem a sofrer de inchaço abdominal ou que apresentam problemas digestivos”.
- Maçã – a maçã verde é a que mais inchaço abdominal provoca. Embora seja rica em antioxidantes e fibras, esta maçã deve ser mastigada lentamente de forma que a digestão seja mais adequada e, assim, se evite o inchaço.
- Pêra – uma vez que é das frutas com mais sorbitol, a pêra deve ser evitada por pessoas que sofram de problemas de intestinos. Este álcool de açúcar presente na fruta é absorvido lentamente pelo intestino delgado, passando para o cólon onde fermenta e causa inchaço, gases ou até mesmo cólicas.
- Cerejas, manga, abacaxi (e uvas) – Por que estão estas frutas juntas? Porque possuem elevados níveis de frutose, sendo que alguns não são facilmente absorvidos e digeridos, diz a revista.


























































