O Governo vai apoiar 72 mil jovens através de bolsas de formação profissional e iniciativas de empreendedorismo, no âmbito do programa “Acredita Emprega”, implementado nas 11 províncias do País.
De acordo com a Lusa, a iniciativa foi apresentada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma cerimónia realizada no distrito de Nicoadala, na província da Zambézia, onde foram formalmente apresentados os beneficiários do programa. “Hoje é um dia de compromisso cumprido. Reunimo-nos em Nicoadala para transformar uma promessa do Estado em algo que se pode tocar, assinar e levar para casa: a entrega de termos de bolsa”, afirmou o chefe do Estado.
Segundo Daniel Chapo, o programa pretende criar oportunidades de emprego e auto-emprego para jovens, sobretudo em distritos considerados mais vulneráveis, através da combinação entre formação profissional, apoio ao empreendedorismo e acesso a instrumentos de financiamento. A elevada procura pelas bolsas, segundo o Presidente, demonstra a dimensão dos desafios que o País ainda enfrenta no domínio do emprego juvenil.
Entre 13 de Março e 18 de Maio, o programa recebeu 145 400 candidaturas, das quais foram seleccionados 72 mil jovens provenientes de 78 distritos. Do total de beneficiários, 50 400 são mulheres, correspondendo a 70%, enquanto 21 600 são homens.
Além das bolsas de formação, 14 400 jovens mulheres deverão receber uma subvenção não reembolsável de 100 mil meticais para investir na expansão dos seus negócios. O apoio será acompanhado por serviços de mentoria e formação especializada, com o objectivo de aumentar a sustentabilidade das iniciativas empresariais apoiadas.
A Zambézia concentra o maior número de beneficiários do programa, com 16 591 jovens, o equivalente a 23% do total nacional. Só o distrito de Nicoadala conta com 4363 beneficiários, correspondendo a 26,3% dos jovens seleccionados na província.
Daniel Chapo apelou aos beneficiários para utilizarem os recursos de forma produtiva, defendendo que as bolsas devem servir como ponto de partida para a criação de rendimento e novas oportunidades económicas. “O termo de bolsa que hoje recebem é, antes de mais, um acto de confiança do Estado moçambicano na juventude. Não é um subsídio para consumir, é um instrumento para produzir e multiplicar. Não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”, afirmou.
O Presidente reconheceu que o emprego juvenil continua condicionado pelo peso da economia informal, pelas dificuldades de acesso ao crédito e pela fraca ligação entre a formação profissional e as necessidades do mercado de trabalho. Para enfrentar estes desafios, o Governo pretende reforçar a articulação entre formação, financiamento e mercado, bem como aprofundar as parcerias com o sector privado e os parceiros de desenvolvimento.
O “Acredita Emprega” é implementado pelo Governo, através do Ministério da Juventude e Desporto, e integra o Projecto para o Empoderamento e Resiliência das Raparigas na África Oriental, financiado pelo Banco Mundial.



























































